Volvo XC40 T4 tem ótimo custo-benefício e promete incomodar bastante os SUVs compactos alemães

Em cores mais sóbrias, sem o teto bitom e as rodas aro 20, o Volvo XC40 T4 não tem em seu visual a mesma jovialidade da versão R-Design – e revela linhas mais retas e pragmáticas, que até fazem lembrar um pouco a época em que Volvo era sinônimo de carros “quadradões”, mas de inconfundível personalidade. O capô longo e menos inclinado que a média dos SUVs compactos e os para-choques de volumes menos elegantes que os dos irmãos maiores, XC60 e XC90, reforçam essa impressão.

Ainda em relação ao XC40 topo de linha e à versão intermediária Momentum, a opção de entrada T4 perde a tração integral (a tração é dianteira, apenas). O motor 2.0 4-cilindros, também com um turbocompressor, é menos potente, atinge 192 cv de potência e torque máximo de 30,6 kgfm constantes entre 1.300 e 4.000 rpm, ainda assim números apreciáveis.

No entanto, todos esses “descontos” aliviam o preço: R$ 169.950, bem mais barato que as versões básicas de seus concorrentes diretos das marcas premium alemãs – leia-se Audi Q3 R$ 193.990, BMW X1 R$ 191.950 e Mercedes-Benz GLA R$ 237.900.

Dinâmica irretocável

Para um veículo de 4,42 m de comprimento, 1.684 kg de peso total e 21,1 cm de distância ao solo, o comportamento dinâmico do XC40 é irrepreensível. O acerto de suspensão encontra um equilíbrio notável entre conforto e estabilidade em curvas, enquanto a direção eletroassistida é precisa em altas velocidades sem ser afiada em excesso.

Seus números de desempenho estão dentro da média em seu nicho de segmento: zero a 100 km/h em 8s46, retomada de 60 a 120 em 8s9 e retomadas de 40 a 100 km/h e 80 a 120 km/h na casa dos 6s. Porém, mais uma vez, o equilíbrio entre desempenho e conforto é a chave para conquistar o motorista: o motor parece estar pronto sempre à responder ao acelerador no mesmo tempo em que quase não se sente as trocas do câmbio automático Geartronic de oito marchas – até mesmo em algumas condições de retomada para ultrapassagens, a aceleração é linear até mesmo em algumas condições de retomada para ultrapassagens.

Enquanto a versão híbrida não vem (segundo a Volvo, sua plataforma CMA já foi projetada para oferecer versões até totalmente eletrificadas no futuro), é possível monitorar a efi ciência da condução quando se aciona o modo ECO, no qual o conta-giros se transforma em um marcador que mostra o quanto se economiza de combustível de acordo com a tocada. Com sistema stop/start acionado e gasolina comum no tanque, o Volvo XC40 T4 fez em nossos testes 8,7 km/l na cidade e 12,8 km/l em rodovia.

Acabamento é o forte

O SUV mais barato da marca sueca não é exatamente o mais espaçoso. O motorista tem banco de ajustes elétricos com duas memórias e o passageiro dianteiro desfruta também de boa vida a bordo, mas os ocupantes traseiros, se estes forem mais robustos, nem tanto. Apesar dos 2,70 m de entre-eixos e 1,86 m de largura, o banco de trás parece não ser largo o suficiente para acomodar confortavelmente três adultos e o espaço para as pernas é apenas satisfatório. Faltam também dois itens quase obrigatórios nessa faixa de mercado: ar-condicionado de duas zonas e câmera de ré.

Porém, o interior esbanja qualidade no acabamento. O material emborrachado que reveste parte das portas e do painel exibe mapa em alto relevo da cidade de Gotemburgo, sede da Volvo. O painel de instrumentos digital de 12,3 polegadas e o excelente multimídia com tela tátil de 9 polegadas posicionada na vertical são semelhantes aos dos SUVs de maior porte da marca.

O sistema de som não é o assinado pela empresa Harman Kardon da versão R-Design, mas, sinceramente, este convencional aplicado no T4 já dá conta do recado plenamente. Para quem estranha a ausência de alto-falantes nas portas, saiba que a Volvo desenvolveu um subwoofer ventilado a ar montado no painel, e mesmo assim a distribuição sonora no habitáculo é ótima.

De série, já conta com seis airbags, controle de velocidade de cruzeiro convencional, sistema de frenagem automática (“city safety”, visa prevenir colisão contra pessoas, veículos ou animais grandes), mitigação de pista oposta (que corrige invasões de pista contrária evitando colisões), aviso de permanência na faixa (também esterça as rodas quando identifica que o carro está desviando de sua faixa em retas e curvas de raio mais longo), assistente de partida em aclive e declive, imobilizador automático nas paradas e assistente de descida.

Sente-se a ausência do sistema de controle de cruzeiro adaptativo, que integra o pacote opcional de direção semiautônoma. Custa R$ 5 mil para ativá-lo, mas mesmo com esse acréscimo ao preço final, o Volvo XC40 T4 é o carro mais barato do Brasil a oferecer esse tipo de recurso. Algo que seus concorrentes diretos abaixo dos R$ 200 mil nem sonham em ter.

Veja a tabela de teste com os números de pista do Volvo XC40 T4:

 

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