Ford EcoSport história

Lançado em 2003, utilitário esportivo teve duas gerações e mais de 1,2 milhão de unidades produzidas na Bahia

Descontinuado após a decisão da Ford de fechar todas as fábricas no Brasil, o EcoSport foi o responsável por popularizar o segmento de SUVs compactos no Brasil nos anos 2000. Antes restrita a modelos de nicho, como Mitsubishi Pajero TR4 e Daihatsu Terios, a categoria dos utilitários esportivos de pequeno porte começou a crescer com a produção nacional e chegada da primeira geração do Ford EcoSport às concessionárias, em 2003.

Fruto do projeto Amazon, o Ford EcoSport de primeira geração era feito a partir da plataforma do Fiesta de quinta geração e tinha visual inspirado pelo crossover europeu Fusion (sem nenhuma relação com o sedã de mesmo nome, que surgiu anos depois). Na soma das duas gerações, o EcoSport teve mais de 1,2 milhão de unidades produzidas em Camaçari, na Bahia, voltadas ao mercado interno e de exportação.

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A pré-estreia do modelo ocorreu no Salão do Automóvel de São Paulo de 2002. No lançamento oficial, em abril de 2003, o primeiro EcoSport estreou nas XL, XLS e XLT, com opções de motores 1.0 Supercharger (95 cv) e 1.6 Zetec RoCam (98 cv) a gasolina, sempre atrelados ao câmbio manual de cinco marchas e tração dianteira. Os destaques do modelo à época eram a posição elevada de dirigir, o espaço interno e o visual aventureiro, com estepe fixado à tampa traseira.

Sem concorrentes diretos, o EcoSport acabava por “roubar” clientes de outros segmentos, como Honda Fit e Citroën C3, que eram posicionados em faixa de preço semelhante. No ano seguinte, 2004, a Ford trazia a versão 4WD, com tração integral e motor 2.0 a gasolina Duratec de 143 cv.

Em 2005, a marca lançou o EcoSport com motor 1.6 flex, o primeiro SUV a aceitar etanol ou gasolina no tanque de combustível. A nova linha também trouxe discretas mudanças, como novo desenho das rodas e grafismo do quadro de instrumentos.

Já em 2006, chegava o EcoSport Freestyle, que surgiu como série especial focada em elementos visuais diferenciados, como para-choque de impulsão estilizado e itens na cor cinza. O sucesso foi tão grande que a Ford acabou tornando a série Freestyle em versão regular da linha, inclusive na atual geração.

Em 2007, o SUV ganhou opção de câmbio automático de quatro marchas, atrelado ao motor 2.0 Duratec a gasolina que, um ano depois, se tornaria flex. Também em 2007, o EcoSport passou pela primeira reestilização, com novos para-choques, faróis, grade e lanternas com elementos circulares. Na cabine, painel, portas e quatro de instrumentos também foram redesenhados.

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Três anos depois, em 2010, foi a vez de o modelo receber a segunda mudança visual, com nova grade de três filetes, nome do carro no capô (semelhante aos modelos da Land Rover) e mudanças no sistema de som Sync.

Segunda geração do Ford EcoSport

A esperada mudança de geração do EcoSport aconteceu em janeiro de 2012, quando o novo modelo foi apresentado de forma simultânea no Brasil, Índia e China, se tornando um carro global. Feito na base do Fiesta de sexta geração (conhecido como New Fiesta), o novo EcoSport deu um salto em tecnologia em relação ao antecessor, com itens de segurança inéditos no segmento (controles de estabilidade e tração), melhor acabamento e mais conectividade (sistema Sync).

As opções de motores eram 1.6 Sigma flex (115 cv) e 2.0 Duratec flex (147 cv), sempre com câmbio manual de cinco marchas. Dois anos depois, em 2014, chegava a opção da caixa Powershift, automatizada de dupla embreagem e seis marchas, para o motor 2.0. Na linha 2016, a oferta do câmbio automatizado foi estendida ao FreeStyle 1.6. Marcado por problemas, o câmbio Powershift teve duração curta na história do SUV.

Na linha 2018, chegava a primeira reestilização do modelo (relembre nosso teste do FreeStyle), com novos para-choques, faróis e grade. Na cabine, o acabamento ficou mais refinado, com novos bancos, painel com revestimento macio ao toque, novo quadro de instrumentos, central multimídia com tela tátil de 8” e ar-condicionado digital.

Sob o capô, recebeu os motores 1.5 TiVCT flex de três cilindros (137 cv) e 2.0 com injeção direta (176 cv). Para deixar o passado problemático de lado, a marca trocou o câmbio de dupla embreagem Powershift por uma caixa automática epciclíca de seis marchas. Meses depois, estreava a inédita versão Storm, com visual exclusivo, tração 4WD e caixa automática.

Na linha 2020, a marca simplificou a oferta de versões. A FreeStyle perdia faróis com bloco elíptico e multimídia Sync para ganhar rodas com novo acabamento e teto pintado na cor preta. A Titanium trocava o motor 2.0 pelo 1.5 para receber pneus do tipo run flat, o que fez a marca remover o estepe da tampa do porta-malas.

A versão derradeira do Ford EcoSport nacional, linha 2021, é vendida nos acabamentos SE, FreeStyle, Titanium Plus e Storm, com preços entre R$ 80.490 e R$ 115.190. De acordo com a marca, o modelo será comercializado até o fim dos estoques.

Fotos: Divulgação e Revista Carro

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