Na quarta geração, Audi RS 6 Avant continua a impressionar pelo visual e desempenho arrebatadores

Nesta quarta geração, a RS 6 Avant ousa ao adotar os mesmos faróis da linha A7, com formato mais conectado à grade e iluminação a laser. Aliás, só há três peças externas idênticas às da perua A6 Avant convencional: portas dianteiras, chapa do teto e tampa do porta-malas. Todo o restante possui estamparia exclusiva da RS 6. O visual da dianteira foi inspirado no R8, com grade hexagonal ainda mais larga e enormes entradas de ar nas extremidades do para-choque.

As medidas externas mudaram pouco, com ganho de 16 mm em comprimento (4.995 mm ao todo), 15 mm na largura (1.951), 1 mm em altura (1.461) e 14 mm na distância entre eixos (2.929). O porta-malas continua tamanho GG, com 565 litros de capacidade – e 1.680 litros com o banco traseiro rebatido por completo, volume maior do que a caçamba de uma Toyota Hilux cabine simples!

Sem limitador
A RS 6 Avant traz sob o capô o 4.0 TFSI biturbo, com 600 cv e 81,5 kgfm de torque – ganho considerável em relação à geração anterior, que entregava 560 cv e 76,5 kgfm. O câmbio é automático de oito marchas e a tração, integral quattro. A força é distribuída entre os eixos dianteiro e traseiro na proporção 40:60 por meio de um diferencial central mecânico. Em caso de perda de tração, até 70% da força pode ser enviada às rodas da frente e 85% para as de trás. A suspensão a ar (multibraço nos dois eixos) adota altura padrão 20 mm mais baixa na comparação com a A6 Avant. A partir de 120 km/h, ela automaticamente desce mais 10 mm.

Como no Q8, a RS 6 Avant adota o sistema elétrico de 48 Volts e eixo traseiro dinâmico. Para poupar combustível, o V8 conta também com sistema de desativação de cilindros e sistema stop-start. O pacote tecnológico inclui controle de cruzeiro adaptativo, assistente de tráfego cruzado, monitoramento ativo de permanência em faixa e câmeras 360 graus – a Audi diz que, ao todo, são mais de 30 sistemas de assistência à condução.
Na Alemanha, a nova RS 6 Avant parte de 118,5 mil euros – cerca de R$ 530 mil na conversão direta, sem impostos. Ainda sem preço definido, a perua deverá chegar ao Brasil no segundo semestre de 2020 para continuar mexendo com o imaginário dos entusiastas do lado de cá do Oceano Atlântico.

