O mercado automotivo brasileiro deixou de ter dono. Ou melhor, deixou de ser oligopolizado por quatro montadoras, a saber: Fiat, Volkswagen, General Motors e Ford. No passado, já tiveram mais de 70% das vendas de carros; neste mês, segundo dados da Fenabrave analisados pela agência Auto Informe, mal passam dos 50% (53,5% até dia 29).

Os emplacamentos do mês, compilados até este dia 31, mostram o porquê.

Hyundai pode ascender ao pódio se tiver sucesso com seu futuro crossover compacto, baseado no (muito) bem-sucedido HB20
Dos 20 carros mais vendidos no Brasil, três são da líder Fiat; quatro da Volkswagen, provável vice-líder no mês; dois da Chevrolet/GM; e três da Ford.

Restam oito, assim divididos: dois da Hyundai, dois da Toyota, dois da Honda, um da Renault e um da Jeep.

A conclusão é cristalina: as chamadas “quatro grandes” ainda o são devido à performance de um grupo restrito de modelos, e não de todo o seu portfólio. Assim, ficam vulneráveis ao assédio de montadoras que tem um único hit, como é o caso da Hyundai: seus dois carros citados acima são as carrocerias hatch e sedã do HB20.

Fica fácil prever que, quando a sul-coreana finalmente lançar no Brasil a versão local do crossover compacto ix25, a situação deve ficar mais feia para as gigantes.

Afinal, como é possível uma fabricante que disputa o segundo lugar em vendas ter apenas dois carros entre os 20 mais emplacados? É esse o caso da GM, com os irmãos Onix e Prisma. Não por outra razão, resolveu se mexer e vai lançar uma nova família de carros no país. A Ford já fez isso e se deu bem: segundo a Auto Informe, terá cerca de 12,5% do mercado em julho, muito perto das três líderes.

Veja no quadro os 20 carros mais vendidos em julho, até as 19h30 desta sexta-feira (31); os dados completos do mês e do ano estarão disponíveis na próxima semana:
 

Dados parciais da Fenabrave (associação das revendas)

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