Todo mês na revista CARRO o consultor técnico Bob Sharp responde às dúvidas dos leitores sobre tudo que cerca o universo do automóvel. Veja algumas delas:

O Contran tem uma tabela com a tolerância legal dos radares

DÚVIDA: Li há algum tempo nesta seção que existe tolerância dos equipamentos que medem velocidade para fins de fiscalização, mas tenho dúvida quanto à velocidade usada como base para determinar se houve ou não infração: é a que aparece nos mostradores ou é preciso subtrair dela a tolerância para chegar à velocidade de referência?
Norman A. Pontual • São Paulo, SP

RESPOSTA: A Resolução nº 398 do Contran contém uma tabela (Velocidade Medida e Velocidade Considerada) com a tolerância legal. A que aparece no mostrador do detector é a Velocidade Medida. Dela é subtraída a tolerância, segundo a tabela. Por exemplo, numa via de 70 km/h a Velocidade Medida foi de 77 km/h. Subtraindo a tolerância (7 km/h), fica 70 km/h, portanto não houve infração. Numa rodovia de 120 km/h, para não haver infração, a Velocidade Medida pode ser até 129 km/h.

Manual do proprietário ajuda a esclarecer dúvidas sobre o câmbio

DÚVIDA: Os câmbios automáticos têm a posição D e algumas outras de marcha à frente, como 3, 2, L. Posso usá-las normalmente como marchas de câmbio manual ou isso traz algum prejuízo? Não me refiro àqueles que mudam de marcha em sequência pela alavanca ou por borboletas junto ao volante.
Norberto Oliveira • Fortaleza, CE.

RESPOSTA: Qualquer dessas posições pode ser usada, nada estraga o câmbio, tampouco o motor, numa redução de marcha fora da velocidade adequada, pois a caixa não aceita uma redução que leve ao excesso de rotação do motor. Mas esse não é um uso adequado da caixa automática como a do tipo descrito, como no caso de pretender diminuir a velocidade do veículo, função que compete aos freios mais do que qualquer outro meio. A seleção de posições que não a D serve principalmente para obter freio-motor. Deve-se sempre ler o manual do veículo para conhecer as funcionalidades do câmbio, mas, em regra, tomando o exemplo do câmbio acima, na posição 3 as trocas de marcha continuam a ocorrer automaticamente, no caso 1ª, 2ª e 3ª. Na 2, idem, mas só a 1ª e a 2ª são usadas; na L, só 1ª.

Engatar o câmbio manual em subidas e descidas é uma segurança extra

DÚVIDA: Quando estaciono um carro de câmbio manual, além de puxar o freio de mão, é melhor deixar o câmbio em ponto-morto ou engatado na primeira marcha? 
Massimo Rini • Brasília, DF

RESPOSTA: Em terreno plano basta o freio de mão. Só em subidas, como precaução, engata-se primeira (ou ré, é indiferente). Esse cuidado é necessário por segurança caso o freio de estacionamento venha a falhar por qualquer motivo. Isso é importante nos carros com freios a disco na traseira, nos quais a atuação do freio de estacionamento é por ação mecânica das próprias pinças, que desse modo pressionam as pastilhas contra o disco. Se o freio de mão for aplicado com os freios ainda quentes, com a contração natural dos discos ao esfriarem pode ocasionar perda da força de frenagem necessária para manter o veículo imobilizado.

DÚVIDA: Em uma rodovia de mão dupla, chego em um caminhão lento e outros carros também. Pretendo ultrapassá-lo e ao dar seta noto que o carro que me segue já havia dado. Quem tem a preferência de iniciar a manobra?
Caio M. Vasconcellos • Armação dos Búzios, RJ

RESPOSTA: Pelo Código, quem deu seta antes tem a preferência (CTB, Art. 29, Inciso X, alíneas a, b), seja você ou que o segue. Todavia, constitui cortesia o veículo de trás lhe permitir ultrapassar o caminhão antes. É bastante desagradável aquele que chega primeiro ao caminhão ver que o carro atrás se antecipou e começou a manobra antes, mas é a regra. O principal para a segurança de todos é não reagir à descortesia.

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