Em seis dias de Japão, CARRO ONLINE já rodou em três circuitos diferentes. Nesta sexta-feira (30), em plena véspera do Halloween, foi a vez da pista da Nissan. A travessura foi pilotar os superesportivos GT-R Premium e GT-R Nismo (da divisão de motorsports da marca). “Pilotar” é o verbo certo a ser usado, porque esses carros não são para simples mortais!

Vindo da Nissan, a guloseima foi o anúncio de que esse bólido — carinhosamente apelidado de Godzilla — será importado oficialmente pelo Brasil no próximo ano.

Cúpula da Nissan anuncia em Oppama o "Godzilla" GT-R no Brasil: François Dossa, Hiroshi Tamura (Nismo) e José Luís Valls (Nissan LATAM)
O GT-R é o carro mais rápido do mundo: ele bateu o recorde de Nürburgring, na Alemanha, onde as marcas levam seus modelos de alta performance para cravar tempos em sua longa volta. Na pista de Oppama, usada pela engenharia da Nissan, havia apenas dois trechos de velocidade. Não dava para imaginar o que vinha pela frente.

Sentada ao volante, botão de “start” apertado, motorzão rugindo, o instrutor deu a seguinte orientação: “Coloque o pé esquerdo sobre o pedal de freio e apertar firme”. Feito. Depois: “Pressione o pé direito sobre o pedal de acelerador e aperte até o fundo”. Certeza? Bem…

Aí ele contou: “1, 2 e… tire o pé do freio!” O carro saiu como uma bomba. Digamos que aquilo não é aceleração. Mais pareceu um “coice”. Isso sim, é grudar no banco!

GT-R é feito em três versões; esta é a Nismo, de performance

Esse GT-R faz de 0 a 100/h em 2s7. Posso garantir que foram os segundos mais rápidos da minha vida! Num piscar de olhos já estava no final da reta, prestes a testar a eficiência dos freios. Felizmente, foram perfeitos!

A versão GT-R Premium, que deveria ser a mais dócil, foi bem “gótica” nesse Haloween antecipado da velocidade. A vantagem é que, com ajustes de suspensão e direção, ela pode ser dirigida no trânsito normal, sem a mesma adrenalina da pista. A diferença de potência entre as duas versões é de apenas 50 cv. Ambas têm motor 3.8 V6 biturbo. A Premium, com 550 cv (a 6.400 rpm), e a Nismo, com 600 cv (a rotação não foi divulgada).

Silhueta do GT-R lembra a de um muscle car

Está interessado? Pois bem, o GT-R só será vendido no Brasil por encomenda. O cliente poderá optar entre três versões: Premium, Nismo e Track, meio-termo entre as duas (e experimentada na Itália por CARRO ONLINE). Havia uma versão especial de aniversário dos 45 anos do GT-R, cumpridos desde que o Skyline, primeiro modelo da linha, foi lançado. Mas já está esgotada. 

O GT-R tem produção quase artesanal, feito exclusivamente no Japão por quatro takumi (mestres engenheiros). No final, cada carro recebe uma placa assinada por seu criador.

Na traseira do GT-R, nada é apenas enfeite
ÍCONE NÃO TEM CRISE
O anúncio da importação do GT-R foi feito por Francois Dossa, CEO da Nissan no Brasil. “O GT-R é um ícone da marca, e isso será muito importante para valorizar ainda mais as nossas ações no Brasil. Já existem cerca de 70 proprietários de GT-R no país, que importaram diretamente. Não temos dúvida de que esse é um carro muito desejado. Mas também sabemos que se trata de um modelo de baixo volume de vendas, pois é bem de nicho. Apesar disso, já temos pedidos de compra de clientes”, explicou.

Apenas quatro engenheiros assinam o GT-R: nome vai em plaquinha
Segundo ele, o GT-R tem muitos componentes exclusivos e demanda mão-de-obra muito especializada. Por isso, apenas uma concessionária fará o atendimento em todo o Brasil.

A crise econômica no país não assusta a fabricante japonesa. “Não podemos olhar o país a curto prazo. Todos os investimentos feitos, como a nova fábrica, a Olimpíada e agora o GT-R, foram feitos olhando para a frente. O Brasil é um país em que a Nissan decidiu investir.”

Dossa não informou o preço do GT-R. Mas, segundo outras fontes, ele pode custar menos de R$ 1 milhão. Se você tiver toda essa grana, eu indico!

A jornalista e a fera: "Este carro é um fantástico!"
Viagem a convite da Anfavea

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