A Toyota já bateu o martelo: até 2025, todos os carros da empresa vendidos no mundo terão ao menos uma versão híbrida. É uma aposta ousada, mas tecnicamente possível se pensarmos que, ao contrário dos modelos 100% elétricos, os híbridos não precisam de investimento em infraestrutura para tornarem-se uma realidade.

Mas, o que o Corolla tem a ver com isso? A resposta é simples: para estrear a produção nacional desta tecnologia, a marca irá apostar no seu best–seller, que é posicionado em um segmento onde o tíquete médio ultrapassa os R$ 100 mil, de acordo com dados da consultoria Jato Dynamics.

A tecnologia híbrida do novo Corolla será possível graças à nova plataforma TNGA, a mesma de Prius e C-HR. O sedã será o primeiro modelo a contar com opção híbrida flex no mundo.

Nossa aposta é que ele adotará o conjunto utilizado em testes pelo Prius flex, que roda como protótipo há alguns meses. Na versão atual, a potência combinada entre o motor 1.8 de ciclo Atkinson (a gasolina) e outro elétrico é de 123 cv. Com a adaptação ao sistema flex, este valor poderá ser maior. Nas configurações básicas, o Corolla continuará com o 2.0 aspirado, com reajustes para melhor eficiência (nos EUA, ele ganhou injeção direta e produz 170 cv).

No visual, a dianteira seguirá basicamente os mesmos traços do novo Toyota Auris, a versão hatch do Corolla na Europa. Os faróis de formato irregular roubam a cena na dianteira – há um prolongamento que faz a união com o friso em preto brilhante que forma a grade. O para-choque também destaca-se pela enorme entrada de ar e acabamento do tipo colmeia.

Na lateral, a base dos retrovisores é apoiada nas portas e a os vidros das portas traseiras têm recorte ascendente, como na geração ainda vendida no Brasil. A traseira é a parte de menor ousadia no desenho desta nova geração do Corolla. As lanternas têm formato mais afilado e mantêm entre elas um friso cromado como na atual geração – o detalhe é que, no novo Corolla, o nome virá destacado nesta seção, como no atual Camry.

A tampa do porta-malas tem formato mais côncavo, que cria um discreto defletor no topo. A moldura da placa de identificação possui formato de U invertido e o para-choque traz refl etores verticais nas extremidades da peça, além de aplique em plástico preto semelhante ao atual Corolla XRS.

A cabine terá o mesmo visual do hatch Auris – a Toyota do Brasil, inclusive, já registrou os desenhos das peças internas no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). Neste ponto, o Corolla rompe toda e qualquer ligação com o antecessor. No painel, o destaque é a tela da central multimídia no estilo flutuante. Logo abaixo dela, ficam as saídas de ar-condicionado e os comandos do sistema de ventilação. O volante também é novo, de três raios, e traz visual mais moderno para combinar com o quadro de instrumentos com a tela digital das versões mais caras.

O espaço para passageiros deverá ser maior graças às medidas mais generosas desta geração. Porém, na traseira, o piso não será mais plano graças ao túnel mais elevado da transmissão (o rival Civic de décima geração também perdeu esta característica na mudança da nona para a décima geração).

Em outros mercados, o novo Corolla terá sistemas de assistência ao motorista, como frenagem automática de emergência, detecção de pedestres, assistente de permanência em faixa, farol alto adaptativo e leitor de placas de sinalização, entre outros. Se forem oferecidos por aqui, estes recursos ficarão restritos à configuração de topo. Assim como nos rivais, o Corolla de nova geração deverá ter tabela inicial pouco abaixo dos R$ 100 mil.

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