A Renault anunciou nesta terça-feira (2) que os modelos Kwid e Captur serão fabricados em sua unidade de São José dos Pinhais (PR), com lançamento previsto para 2017. O chefão da aliança Renault-Nissan, Carlos Ghosn, também confirmou a importação do SUV Koleos, já experimentado pela Motorpress.

Captur, que será nacional: arma da Renault no segmento do ix35
Segundo Ghosn, a fábrica paranaense da Renault foi ampliada em 2013 justamente para abrigar a produção dos dois novos modelos e manter a da gama Sandero — que inclui Logan, Sandero Stepway, Duster e Duster Oroch. A capacidade máxima de produção é de 380 mil carros/ano. A unidade de Córdoba, na Argentina, também vai produzir a família Sandero, mas como uma espécie de “reserva técnica”, devido à inconstância das regras dos dois maiores países latino-americanos,

A REGRA É TRÊS
O Kwid vai estrear no Brasil um novo motor 1.0 de três cilindros, que, segundo executivos da Renault, não tem parentesco com o que já é utilizado pela Nissan no March e no Versa. Os dados técnicos não foram revelados. Assim, a Renault trilha o mesmo caminho de Volkswagen, Ford e Hyundai, além da própria Nissan, todas produzindo motores com “um cilindro a menos” para seus modelos compactos.

Já o Captur deve trazer o propulsor 1.6 usado pela aliança no recém-lançado Kicks, principal aposta da Nissan nos próximos anos e carro oficial das Olimpíadas. A plataforma, no entanto, é a mesma do Duster; só que os alvos são Hyundai ix35 e Honda HR-V, este último percebido como um rival sofisticado demais para o Duster.

Kwid, Captur, Carlos Ghosn e Koleos: ofensiva da Renault pelos 10%
A meta da Renault é aumentar a oferta de produtos e chegar aos 10% de participação no mercado automotivo brasileiro. A empresa acredita que este chegará a cerca de 2 milhões de emplacamentos este ano.

O MAIS BARATO? TALVEZ…
Um dos rumores a respeito do Kwid é de que ele se tornaria o carro mais barato do Brasil. O fato de ele ter sido lançado inicialmente na Índia, país em que o mercado aceita modelos menos sofisticados (que é o jeito mais simples de cortar custos), parecia uma confirmação desse posicionamento no andar de baixo. Além disso, em algum momento ele substituirá o Clio, modelo low cost e ultrapassado da Renault hoje feito na Argentina.

Falando aos jornalistas, no entanto, Ghosn negou a especulação. “Não posso afirmar que vá ser o mais barato”, disse, de modo prudente. Mas é impensável que o Kwid, que de perto parece uma espécie de “Sanderinho” ou “Dusterzinho”, dependendo do ângulo, não tenha pelo menos uma versão próxima dos R$ 30 mil — brigando diretamente com modelos como Volkswagen up! e Fiat Uno e Mobi.

Kwid, uma espécie de Sanderinho que a Renault quer chamar de SUV
Os três carros mostrados nesta terça pela Renault serão expostos no Salão do Automóvel de São Paulo, em novembro. Os ingressos já estão à venda.

Viagem a convite da Renault

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