Revista Carro traz informações exclusivas sobre essa operação
Texto: Marcos Camargo Fotos: Chery/Divulgação e Omoda/Divulgação
Em 2014 a Chery inaugurou uma grande fábrica em Jacareí/SP para a produção da linha Chery e também do Tiggo 2. O tempo passou, a marca entrou em crise e a operação foi assumida pela Caoa que formou uma aliança bem sucedida com os chineses o que resultou na operação atual. Hoje o mercado ficou agitado em função de uma possível “transferência” de terreno na Caoa Chery para a Omoda & Jaecoo (Chery International). A revista O Mecânico consultou as empresas envolvidas na operação. Entenda o caso:
O site Automotive Business havia publicado uma matéria sobre um acordo de cessão do terreno da fábrica pela Caoa Chery para a Chery International, que é a dona da Omoda & Jaecoo, abrindo o caminho para a produção nacional dos modelos. No entanto, consultamos a Caoa Chery que avisou que o documento de cessão é de 2017 mas em 2024 houve uma atualização de matrícula do terreno (e não da fábrica). Segundo a Caoa Chery não houve nenhuma mudança e o terreno não mudou de proprietário.
Os executivos da Omoda & Jaecoo não confirmam que a produção nacional será retomada agora e na verdade “não podem comentar” a questão. Também entramos em contato com a prefeitura de São José dos Campos mas até o momento não tivemos retorno.
Nossa redação fez contato com o sindicato local dos metalúrgicos de São Jose dos Campos/SP. Uma fonte do sindicato disse que já há seis meses a entidade foi procurada pela Caoa Chery para fazer um acordo para os cerca de 20 funcionários que ainda atuam na fábrica em serviços de manutenção (a unidade foi fechada em 2022 com a promessa de produção local de modelos híbridos e elétricos, o que não aconteceu). O sindicato espera que a reativação da fábrica possa servir como uma recolocação para antigos funcionários mas nada disso ainda está confirmado.
Sobre a unidade
A fábrica de Jacareí foi inaugurada pela Chery em 2014 para produzir os modelos da família Celer. Tem 1 milhão de m² e área construída de 436 mil m². Inicialmente, a capacidade de produção seria de iniciais de 50 mil unidades com plano de alcançar 150 mil por ano. A Chery formou a joint-venture com a Caoa em 2018 e usou a unidade do Vale do Paraíba para a produção do Tiggo 2 e linha Arrizo. No total, 498 pessoas trabalhavam na fábrica quando ela foi fechada em 2022 com a promessa da Caoa Chery de retomar as operações em 2025.