
Uma das grandes atrações do Salão de Genebra deste ano foi o Renault Captur, um crossover compacto baseado no Clio europeu (que não tem nada em comum com o vendido no Brasil). A fabricante aposta tanto no modelo que até ampliou os turnos dos trabalhadores na unidade de Valladolid, Espanha, para abastecer os mercados no Velho Continente.
Mas será que o Captur justifica tamanha expectativa? Se você faz parte da maioria dos consumidores que, atualmente, prefere um veículo pequeno com visual off-road — mas não pretende sequer chegar perto de uma estrada não asfaltada — em vez de um monovolume compacto, a resposta é sim.
Externamente, não se pode negar que o Captur agrada. O estilo vem do novo Clio e parece mais bem resolvido que o do Nissan Juke, por exemplo. Mas é por dentro que a novidade agrada mais. No painel, o quadro de instrumentos tem uma aparência futurista, com um velocímetro digital central, conta-giros à esquerda e indicador do nível de combustível à direita. Ao centro, um belo sistema multimídia completa o conjunto.
Atrás, o banco é corrediço em até 16 cm, o que proporciona versatilidade, já que se pode ampliar o espaço disponível no porta-malas. Contudo, não há como tornar o piso do bagageiro totalmente plano, o que dificulta a melhor utilização do compartimento.

Para o motorista, o Captur oferece uma posição de dirigir 10 cm mais alta que o Clio, o que se traduz em um campo de visão mais amplo. Rodando, o crossover não agradou tanto quanto o hatch do qual deriva, mas ambém não se pode dizer que ele faz feio. A assistência elétrica da direção atua com perfeição, assim como a suspensão e os programas de assistência.
A versão avaliada contava com o motor 1.5 dCi de 4 cilindros a diesel, mas já estão disponíveis também um 0,9 tricilíndrico e um 1.2, ambos superalimentados por turbo. O câmbio pode ser manual de 5 marchas ou robotizado com dupla embreagem.
Para os brasileiros, a boa notícia é que o Captur deverá aparecer em breve no país. A dúvida, por enquanto, é se o modelo será idêntico ao europeu — utilizando inclusive a nova plataforma — ou se será uma versão “tropicalizada”, ou seja, uma variação exclusiva para o nosso mercado, adaptada do Duster.

Questionado pelo editor-chefe do Carro Online, César Tizo, sobre a possibilidade de lançamento do Captur no Brasil, o presidente e CEO do grupo Renault, Carlos Ghosn limitou-se a responder: “Tenha em mente que ele é um modelo global”. Para bom entendedor…
Renault Captur 1.5 DCi
Motor 4 cilindros, dianteiro, transversal, diesel; Cilindrada 1.461 cm³; Cabeçote 2 válvulas por cilindro; Potência 90 cv a 4.000 rpm; Torque 22,4 mkgf a 1.750 rpm; Câmbio manual, 5 marchas; Tração dianteira; Rodas liga leve, 16”; Suspensão dianteira McPherson; Suspensão traseira eixo de torção; Comprimento 4,12 m; Largura 1,78 m; Altura 1,57 m; Entre-eixos 2,61 m; Porta-malas 377 litros a 455 litros; Peso 1.170 kg.



