Até mesmo no Japão, os novos motores turbo da Honda ainda estão em fase final de desenvolvimento e não existe previsão de quando eles passarão a equipar algum modelo (por isso sequer possuímos muitas imagens). Contudo, o Carro Online já teve a oportunidade de acelerar por lá um Civic hatch equipado com a novidade. E ela promete surpreender.
Como você já conferiu, a nova família de propulsores será composta pelo 1.0, 1.5 e 2.0, sendo que o último pode entregar facilmente por volta de 300 cv. Para nossa avaliação, entretanto, escolhemos o 1.5 por um motivo bem especial: ele será nacionalizado dentro de um ano e meio, ou, no máximo, dois anos, já como bicombustível.
A Honda ainda não informa seus dados finais de potência e torque, mas o primeiro deverá girar em torno de 180 cv. Pelo menos na pista da Honda em Tochigi, o Civic com ele sob o capô surpreendeu.
Pelo ritmo vigoroso na aceleração, podemos esperar um torque na casa de 25 kgfm e um 0 a 100 km/h na casa de 8s5, 9s0. Se isso se confirmar serão excelentes números. Para você ter uma ideia, o Civic EXR sedã comercializado atualmente no Brasil com seu 2.0 16V de 155 cv com etanol é capaz de cumprir a prova de desempenho em 10s4.
Ao menos para um veículo do porte do Civic hatch, carroceria que infelizmente não temos no Brasil, o 1.5 turbo chega até a “sobrar” em termos de performance. Ele confere ótimas acelerações ao modelo, além de uma agilidade ímpar na hora de retomar velocidade, duas características em que o turbo mostra seu valor.
O Civic avaliado contava com câmbio manual, mas o propulsor também pode ser associado a um câmbio CVT (relações continuamente variáveis). Para quem gosta de sentir prazer ao volante, uma característica interessante do 1.5 turbo é a sua elasticidade. A faixa de corte da injeção eletrônica beira as 6.000 rpm, tornando seu comportamento bem interessante.
Mesmo ainda sem muitas informações consistentes, o novo 1.5 turbo da Honda mostra-se uma ótima – e competente – obra de engenharia. Em tempos de normas cada vez mais rígidas de emissões de poluentes e consumidores ansiando por carros mais econômicos e nem por isso menos agradáveis na hora de dirigir, ele desponta como uma ótima resposta para essas necessidades.


