A Porsche lançou nesta quarta-feira (29) a nova geração do Panamera. Com visual totalmente renovado e novos motores, o Panamera assumiu uma identidade muito mais esportiva. Não à toa, a Porsche agora o chama de “o sedã luxuoso mais fácil da face da Terra”.
O Panamera, embora ainda ostente as linhas gerais que o tornaram exclusivo no mercado (ainda que este visual divide opiniões, sobretudo entre os puristas da marca), está com uma silhueta consideravelmente mais esportiva.
A grande responsável por essa mudança é a traseira, agora com um caimento mais ao estilo cupê/fastback (tendência atual), diminuindo sua altura do solo em 20 mm. O carro também ficou 30 mm mais longo e os parachoques menos pronunciados, deixando-o mais próximo de seu irmão 911, assim, inspirando mais esportividade a quem o admira.
Conforme CARRO ONLINE já havia apontado a partir de fotos vazadas, as alterações mais marcantes no visual do Panamera ainda são completadas pelas lanternas traseiras, agora bastante afiladas e conectadas por um extenso brake light e o conjunto óptico frontal composto por LEDs.
Também já tínhamos adiantado que a plataforma sobre a qual o Panamera é produzido nesta geração é a inédita MSB, modular, cuja estreia se deu exatamente com o sedã da Porsche (depois será utilizada no novo Bentley Continental). Feita para carros com configuração de motor dianteiro e tração traseira, a arquitetura permite uma série de tecnologias ao Panamera, tais quais: suspensão adaptativa a ar com diversos controles eletrônicos para adequação do chassi e vetorização de torque, além do recurso de esterçamento das rodas traseiras (contrastando com as da frente para manobra e no mesmo sentido em curvas, para melhorar o contorno).
A gama de motores do novo Panamera é composta por três opções, sendo que apenas a diesel é inédita. A gama começa com um 2.9 turbo V6 de 440 cv e 56 kgfm de torque (20 cv e 3 kgfm a mais que a anterior) e termina com um 4.0 turbo V8 de 550 cv e 78 kgfm (30 cv e 7 kgfm a mais). A diesel também é movida por um bloco 4.0 sobrealimentado V8, capaz de gerar 422 cv e 86,7 kgfm de torque.
Quando equipado com o pacote opcional Sport Chrono que melhora o desempenho do carro, o sedã acelera de 0 a 100 km/h em 4s2 com o motor 2.9 V6 (velocidade máxima de 289 km/h) e 4s3 com o propulsor a diesel (máxima de 285 km/h). Mas é com o motor 4.0 V8 a gasolina, que atribui uma relação entre peso e potência de meros 3,6 kg/cv, que o Panamera justifica o trono de “o sedã mais rápido da face da Terra” que a Porsche que promover.
Com este propulsor, aliado ao pacote Sport Chrono, o Panamera atinge os 100 km/h em apenas 3s6, chegando à velocidade máxima de 306 km/h. E para comprovar na prática toda a capacidade de alto desempenho do sedã, a Porsche o colocou para realizar uma volta rápida nos 21 km do autódromo alemão de Nürburgring (referência mundial para estabelecer recordes de velocidade). O resultado surpreende qualquer um que duvide do Panamera: ele completou a volta em 7min38seg.
Para comparação, este tempo é próximo de modelos natural e essencialmente mais esportivos, como Lexus LF-A, Lamborghini Gallardo Superleggera e o próprimo Porsche 911 Turbo da geração anterior. Dentro de sua categoria de sedãs de quatro portas esportivos em Nürburgring, o rival mais próximo do Panamera Turbo é a BMW M5, a sonolentos 17 segundos de distância do tempo do Panamera.
E o melhor de tudo é que mesmo assim a Porsche parece não estar satisfeita. Durante o lançamento do novo Panamera, o site Motor Trend especulou que uma versão híbrida do sedã pode estar nos planos da companhia de Sttutgart. A configuração teria nada menos que algo próximo dos 700 cv, provavelmente gerados por um trem-de-força equivalente ao 918 Spyder, que, em conjunto com motores elétricos e baterias, ostenta um bloco 4.6 V8 turbo.




