O Jeep Cherokee está de volta ao Brasil em sua quinta geração e traz design, acabamento, motor e chassi totalmente novos. O modelo já pode ser encontrado em todas as concessionárias da Jeep no Brasil desde a semana passada na versão Limited – a intermediária que custa R$ 174.900. Outras versões chegarão até o final do ano: Longitude (de entrada), por R$ 159.900, e Trailhawk (topo de linha e mais adaptada para uso off-road), por R$ 189.900.
Pouco mais de um ano se passou desde que o Cherokee antigo saiu de linha. Na ocasião, as revendas chegaram a oferecer descontos de até R$ 30.000 para “desovar” todas as unidades. Mas comparar a versão anterior do modelo com a recém-lançada é até covardia. Afinal, além do estilo totalmente renovado, o Cherokee 2015 traz tudo o que é preciso (e até o que não é preciso) para dirigir com conforto, segurança e uma pitada de esportividade.
O ronco do motor Pentastar 3.2 V6 anuncia o que se verá na prática: 271 cv e 32,2 mkgf de torque. Empolga andar com o Cherokee na estrada. As ultrapassagens são realizadas com facilidade e as retomadas são rápidas, auxiliadas pelo câmbio automático de 9 marchas. Vale lembrar que este é o segundo veículo disponível em nosso mercado com uma caixa desse tipo.
No percurso fora do asfalto que a Jeep disponibilizou durante a avaliação contava com muita areia, pedra e obstáculos de grau mais elevado de dificuldade. Alguns trechos, incluisve, seriam intransponíveis para veículos sem tração nas quatro rodas. Mas o Cherokee superou tudo sem muita dificuldade. Devido ao clima muito seco nesta época do ano, não havia piso molhado e nem com lama, mas foi possível perceber que o novo modelo pode superar esse tipo de obstáculo, desde que equipado com pneus adequados.
Quando se utiliza o seletor de terreno no modo automático quase não se percebe diferenças no comportamento do veículo na transição do piso asfaltado para o de terra. Mas quando a opção Sand/Mud é selecionada, o sistema Active Drive I “percebe” a necessidade de acionar a tração integral e entrega a força aos eixos em que ela for mais necessária automaticamente. Além disso, o equipamento atua junto ao câmbio, esticando as marchas, fazendo com que o motor trabalhe em uma rotação mais alta.
A suspensão independente nas quatro rodas proporciona maior facilidade ao ultrapassar crateras e rochas. Na frente, o sistema é McPherson, enquanto a traseira é do tipo multibraço. Ambas também são fixadas em subchassis, garantindo melhor desempenho aos conjuntos. A tração integral é sob demanda e, segundo Alexandre Aquino, gerente de produtos da fabricante, “quando o carro trafega em uma rodovia, por exemplo, ocorre o desacoplamento do cardã com o eixo traseiro, proporcionando maior economia de combustível”.
Apesar de a marca garantir que o novo Cherokee é 30% mais econômico que o anterior, a média exibida pelo computador de bordo não empolgou: foram 3,3 km/l em trecho off-road e 7,5 km/l em rodoviário. Trata-se, claro, apenas de uma referência, mas levando-se em conta que o modelo possui reservatório com capacidade para 60 litros, a autonomia do novo Cherokee seria de apenas 18 km/l em um circuito fora-de-estrada.
Por dentro, o SUV oferece muita tecnologia em conectividade, segurança e conforto. É possível conferir diversas informações no painel: no centro, há um monitor de 7” indicando a direção (quando o GPS está ligado), a pressão dos pneus, o computador de bordo, a velocidade e até o modo de tração do sistema Select Terrain.
No centro do console há uma tela de 8,4” sensível ao toque com funções do rádio, do navegador, do ar-condicionado e do telefone. Com conexão Bluetooth, entrada USB e para cartão SD, as possibilidades de entretenimento em uma viagem longa são muito variadas. Há 9 alto-falantes, um subwoofer e um amplificador de 12 canais com 506 W de potência. Outro item de série do novo Cherokee é o teto solar panorâmico.
Há saídas de ar, tanto quente quanto frio, pelo assento dos bancos dianteiros. Em dias típicos de verão, com a temperatura na casa dos 30 °C, esse item ganha muita relevância. Além disso, há saídas de ar para os passageiros do banco de trás e uma tomada no mesmo console, com capacidade de oferecer 230 V.
O isolamento acústico não surpreende, principalmente quando é necessário fazer uma ultrapassagem, quando o motor V6 fala mais alto. O volante tem boa empunhadura, com os comandos do computador de bordo nos botões incorporados e os de rádio na parte de trás, onde, em outros modelos, encontram-se as borboletas para trocas de marcha. A direção tem assistência elétrica.
Além da tecnologia keyless, a abertura e o fechamento da tampa do porta-malas são automáticos. Falando nisso, se você acha que o bagageiro com capacidade para 412 litros não é suficiente, pode deslocar o banco traseiro (corrediço) mais à frente e usufruir de 500 litros de espaço no porta-malas.
A segurança é um dos pontos fortes do novo Jeep: há sete airbags (dois frontais, dois laterais, dois de cortina e um para os joelhos do motorista). Os apoios de cabeça dianteiros são ativos (aqueles que acompanham o movimento da cabeça para amortecer a batida), controle eletrônico de estabilidade, tração, entre outros.
A Jeep pretende vender 1.200 Cherokee em 2015, sendo que 30% será da versão Longitude, 60% da Limited e 10% da Trailhawk.