Depois de quatro anos à frente da Bridgestone do Brasil, o argentino Ariel Depascuali está se despedindo da empresa. Em seu lugar, assume Fabio Fossen, executivo que tem no currículo passagens em empresas como Coca Cola Femsa, Ambev e Sachs Automotive.
Depois de um período em que a Bridgestone precisou enfrentar a invasão de marcas importadas, exigindo que ela se tornasse mais competitiva no Brasil, a ordem agora é aproximar-se dos canais de distribuição e do consumidor final. “Venho também para liderar a expansão da Bridgestone no país”, afirma Fossen. “De 2014 a 2016, serão US$ 120 milhões de investimentos na ampliação e modernização nas fábricas de Santo André (SP) e Camaçari (BA).
No ano que vem, a Bridgestone mudará radicalmente seu principal mercado exportador. Hoje, 12% da produção total do Brasil (diariamente, são 26.000 pneus em Santo André e 8.000 em Camaçari) são destinados à exportação. Desse volume, 70% vão para a Argentina. Em 2015, no entanto, esse mesmo percentual será enviado aos Estados Unidos. O objetivo é que o mix de produção da Bridgestone em 2015 seja dividido em 50% para o mercado de reposição, 30% como item original de fábrica e 20% exportação.
Em 10 anos, a companhia planeja ter mais fábricas no Brasil. “Mas, para definir os locais, é preciso fazer um estudo de demanda, saber exatamente onde há espaço para crescimento. Hoje, uma pequena fábrica de pneus requer, no minimo, US$ 100 milhões”, diz Ariel Depascuali.
Sem revelar números, Depascuali afirma que a Bridgestone encerrará 2014 com um market share superior ao de 2013. “Só posso dizer que estamos entre os três primeiros em todos os segmentos de mercado”, diz. Ao assumir a presidência em 2010, ele tinha dois desafios claros: globalizar a empresa (“ela ainda não é 100% global) e reforçar cada vez mais a imagem da marca, a ponto de incutir na cabeça do consumidor o conceito de que “Bridgestone é pneu, pneu é Bridgestone”. “Na Ásia, isso já está bem difundido. No Brasil, porém, somos uma empresa relativamente nova. Compramos a Firestone, em 1988, e, só a partir dali, passamos a disseminar a nossa marca”, ressalta o executivo argentino, que agora curtirá a aposentadoria.

