Com câmbio do ‘irmão’ Captur, Renault Duster CVT fica mais confortável e estreia controle de estabilidade

O Renault Captur nacional pegou emprestado do Duster a plataforma e o conjunto mecânico das versões 2.0. Agora, o ‘irmão’ mais velho é quem replica a receita, com a adoção do câmbio CVT combinado ao motor 1.6 SCe. A nova caixa X-Tronic está disponível nas versões Expression (R$ 75.490) e Dynamique (R$ 81.490). As configurações equipadas com o CVT passam a contar com controles de tração e estabilidade e assistente de partida em rampa, equipamentos até então indisponíveis no SUV.

O motor 1.6 SCe produz 120/118 cv de potência (etanol/gasolina) a 5.500 rpm e 16,2 kgfm de torque (com ambos os combustíveis) a 4.000 rpm. Na pista de testes, o Duster Dynamique CVT acelerou de 0 a 100 km/h em 13s2 (o manual fez a mesma prova em 12s1). As retomadas foram melhores no modelo com câmbio automático, uma vez que as passagens são feitas em Drive.

Um dos principais benefícios do câmbio CVT é o conforto de rodagem em rodovia. A 120 km/h, o motor gira a baixas 2.750 rpm – com câmbio manual, 3.500 rpm. Apesar disso, o consumo de etanol no ciclo rodoviário passou de 11,9 km/l para 11,3 km/l. O câmbio continuamente variável tem bom casamento com o motor 1.6 e simula seis marchas, com possibilidade de trocas manuais pela alavanca.

Em acelerações, o comportamento típico desse tipo de câmbio é elevar e manter a rotação para a faixa ideal de potência até o alívio do acelerador. E no Duster não é diferente. Porém, o que surpreende é o baixo nível de ruído a bordo nessas situações. O isolamento acústico absorve satisfatoriamente os ruídos provenientes do motor e da rolagem dos pneus.

Com assistência eletro-hidráulica, a direção tem peso correto em velocidade de cruzeiro, mas poderia ser mais leve para manobras. Já a suspensão tem acerto firme e que privilegia a boa estabilidade, mas trabalha de forma correta na absorção de buracos e imperfeições no piso, sem passar desconforto aos ocupantes da cabine.

Câmbio novo, problemas antigos

Apesar de oferecer conjunto mecânico acertado, com motor moderno e câmbio eficiente, o Duster mantém detalhes que decepcionam. Encontrar a melhor posição de dirigir é tarefa que leva tempo. O volante traz apenas regulagem de altura e fica distante das mãos para motoristas mais altos.

A central multimídia fica em posição baixa, longe do alcance dos olhos e das mãos, e o puxador das portas atrapalha o acionamento dos vidros elétricos. O estepe é posicionado do lado de fora do carro, local mais trabalhoso para a troca. As surpresas positivas ficam por conta do porta-malas de 475 litros e capô sustentado por mola a gás, recurso inexistente até mesmo no mais caro Captur.

Confira a tabela completa com os números de teste em pista:

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