Porsche Panamera 4 E-Hybrid tem potência de superesportivo, torque de caminhão e pode ser mais econômico que um Prius

Tradição em esportivos, a Porsche tem de sobra. O que poucos conhecem é a ligação do fundador da marca com a propulsão híbrida. Em 1902, trinta e dois anos antes do Fusca, Ferdinand Porsche apresentou um veículo chamado Semper Vivus, em que um motor Peugeot acionava um gerador e a corrente elétrica gerada fazia funcionar dois motores elétricos. O veículo tinha autonomia de 200 km, alcance que já demonstrava o potencial desse conceito.

Claro, o luxuoso Panamera em suas versões híbridas plug-in não se comparam em nada àquele veículo. Assim como é igualmente difícil compará-lo a um sedã comum atual tamanha a tecnologia embarcada. Mas a semente da eficiência energética, plantada a 115 anos, germina agora em números (com o perdão do trocadilho) chocantes.

Com 462 cv de potência e 71,4 kgfm de torque, o Porsche Panamera 4 E-Hybrid desembarca no Brasil em 2018 sendo capaz de acelerar de 0 a 100 km/h em apenas 4s6 e, ainda assim, ter a melhor média de consumo de gasolina entre todos os carros vendidos no País segundo testes no padrão Inmetro: 18 km/l em regime urbano e incríveis 26 km/l no rodoviário. Sua média PECO (55% na cidade, 45% em rodovia) é de 21,6 km/l. Para comparação, nos testes da Revista CARRO, o Toyota Prius alcançou média PECO de 21,0 km/l.

Seu motor a combustão é um 2.9 V6 biturbo que gera 330 cv de potência entre 5.250 e 6.500 rpm e torque máximo de 45,9 kgfm entre 1.750 rpm e 5.000 rpm. Somente o motor elétrico (cujas baterias podem ser alimentadas tanto pelos sistemas de recuperação do veículo quanto pela rede elétrica), chega a 136 cv e 40,8 kgfm de torque. O câmbio é o PDK de dupla embreagem e oito marchas, e a tração é integral.

No chão

A Porsche chama o Panamera E-Hybrid de sedã, mas a verdade é que se trata de um belíssimo esportivo grã-turismo. No evento promovido pela fabricante alemã no circuito da Fazenda Capuava no interior de São Paulo (SP), deu para experimentar sua excelente dinâmica, que nem de perto faz lembrar um carro de 5,05 m de comprimento e mais de duas toneladas. Parece ser muito mais leve.

Com o pacote Sport Chrono de série, é possível escolher entre diferentes tipos de condução através de um botão no volante. Os modos “E-Power”, “Hybrid Auto”, “E-Hold” e “E-Charge” são específicos do Hybrid. No modo puramente elétrico “E-Power”, suas baterias permitem autonomia de até 50 km e velocidade máxima de 140 km/h. É tranquilamente possível trafegar em perímetro urbano somente nesse modo, graças ao alto torque disponível.

O modo “Hybrid Auto” alterna e combina automaticamente os dois motores. Se for necessário guardar a carga da bateria, o modo “E-Hold” possibilita travar o nível da bateria para outro momento, como, por exemplo, o trajeto urbano após viagem em rodovia. Se precisar de mais carga, no modo “E-Charge” a bateria passa a ser carregada pelo motor V6, o que resulta numa potência adicional, além da necessária para a propulsão.

Nos modos “Sport” e “Sport Plus”, o Panamera E-Hybrid despeja potência à vontade. A diferença é que no modo “Sport”, a bateria é mantida em um nível mínimo para ativar o E-Boost. Já no “Sport Plus”, a bateria é recarregada o mais rápido possível pelo motor a combustão, ao mesmo tempo que entrega desempenho máximo – é neste modo que chega à velocidade máxima de 278 km/h. Se não bastasse, graças à redução de IPI para híbridos, o Panamera 4 E-Hybrid custa R$ 529.000 contra R$ 581.000 da versão somente a combustão. Alguma dúvida sobre qual é a melhor escolha?

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