Com cerca de 5,16 milhões de Fit comercializados pelo mundo, a Honda traz para o Brasil o que ela chama de “o melhor compacto funcional do mundo”, que é a terceira geração do monovolume da marca japonesa. Ele chega mais moderno, com visual rejuvenescido que pretende despertar o interesse de um público mais jovem, com maior espaço interno e consumo de combustível ainda menor. Segundo Alfredo Guedes, engenheiro da Honda Automóveis do Brasil, a marca quer “obter um cliente que nunca teve um Fit”, se referindo à versão de entrada, DX, que custa inicialmente R$ 49.900.
O Fit chega em quatro versões: DX, LX, EX e EXL. A última é a top de linha e a única que tem bancos em couro e custa R$ 65.900. As versões DX e LX podem ser equipadas com câmbio manual de cinco marchas ou a transmissão CVT (relações continuamente variáveis). A LX manual parte de R$ 54.200 e a EX CVT custa R$ 62.900.
Segundo Guedes, o DX corresponderá por 3% das vendas gerais do Fit 2015. O carro chefe será o LX, que, com câmbio CVT, passa a custar R$ 58.800. Somadas, as duas opções do LX serão responsáveis por 49% das vendas do monovolume. Já as o EX e EXL corresponderão a 38% e 10%, respectivamente. E a aposta é ousada: vender 48.000 unidades até dezembro de 2013. Segundo Sérgio Bessa, vice-diretor Comercial Honda Automóveis do Brasil, as vendas passarão de 4.000 unidades por mês para quase 6.000.
Ao todo o veículo ficou 9 cm mais comprido e o entre-eixos cresceu em 3 cm. O restante das medidas permaneceu o mesmo. Mas, segundo Guedes, o volume interno para os passageiros ficou 139 litros maior. Em compensação, o porta-malas, que era um trunfo do modelo, ficou 21 litros menor, diminuindo de 384 para 363 litros.
Pudemos avaliar a versão LX manual, que é equipada com direção elétrica, rádio, rodas de liga leve aro 15”, bancos em tecido, ar-condicionado e três anos de garantia sem limite de quilometragem.
Ao volante
Por conta do reposicionamento do sistema de assistência elétrica para a direção, que passou a ficar mais perto do volante, a Honda afirma que as respostas do conjunto estão mais rápidas. Mas essa sensação é quase imperceptível. Uma mudança que resultou em melhor conforto foi a relação de marchas do câmbio manual de cinco velocidades, que teve a primeira engrenagem encurtada em 5%, proporcionando maior agilidade e arranques mais rápidos, e a 5ª marcha alongada, para gerar menor ruído e maior economia de combustível. A 100 km/h, por exemplo, o motor fica a 3.000 rpm. A 80 km/h a rotação cai para 2.500 rpm.
Os engates continuam tão competentes quanto antes: precisos e curtos, proporcionando ótima sensação ao dirigir. Por ganhar um visual menos familiar e com apelo à esportividade, o motor teve a taxa de compressão elevada e manteve o comando de válvulas variável VTEC. O intuito do comando é conciliar bom desempenho em altas e baixas rotações.
Apesar do torque máximo estar disponível a 4.800 rpm, o Fit 2015 tem fôlego bem antes disso. Até as 2.300 rpm, apenas uma das válvulas de admissão se abre ao máximo, enquanto a outra apenas o suficiente para tornar a queima mais eficiente. Após os 2.300 rpm todas as quatro válvulas por cilindro passam a funcionar.
Durante o percurso de 100 km que pudemos testar o Fit, mesclando cidade e rodovia, ele mostrou que os ajustes feitos na suspensão caíram muito bem ao modelo. Um dos incômodos da geração anterior era o ruído excessivo do amortecedor traseiro, principalmente ao passar por buracos acentuados. Agora com stop hidráulico, a peça trabalha de uma forma mais suave. Além disso, o subframe dianteiro está mais rígido, assim como o aumento do assentamento das molas traseiras.
O motor 1.5, que agora equipa todas as versões do Fit, aposentando o propulsor 1.4, conta com 116 cv de potência e 15,3 mkgf de torque quando abastecido com etanol. Com o combustível derivado do petróleo a potência fica em 115 cv e o torque cai para 15,2 mkgf. Em compensação, as médias de consumo do Fit LX manual com gasolina são tão boas quanto as com etanol: 11,6 e 8,3 km/l na cidade, respectivamente. Na estrada, os números sobem para 13,6 km/l (gasolina) e 9,5 km/l (etanol) com gasolina e etanol. Esses resultados já foram validados pelo Inmetro, que concedeu nota A no programa de etiquetagem veicular.
O motor conta com a tecnologia FlexOne, que dispensa o uso de tanquinho de gasolina nas partidas a frio. Diferentemente do Honda Civic, esse novo FlexOne conta com resistência que aquece o combustível nos bicos injetores, enquanto no sedã isso ocorre ainda na linha de combustível.
A cabine tem todos os comandos à mão do motorista e muitas facilidades, como porta-copos nas portas, no duto central e no centro do painel. Mas apesar de bem desenhado e encaixado, o painel tem um aspecto simples na versão LX. O visual poderia ser melhor.
O Fit estará disponível em todas as concessionárias da marca no próximo final de semana e conta com 7 opções de cores. As pinturas metálicas e perolizadas acrescem R$ 990 ao valor final.
