A Hyundai do Brasil lançou uma nova versão do seu compacto HB20 (hatch e sedã), equipada com motor 1.0 de três cilindros com turbo. A ideia, de acordo com os especialistas da fabricante, foi complementar a gama, oferecendo uma opção de motor capaz de agradar àqueles que acham o 1.0 de aspiração natural (80 cv) insuficiente, e o 1.6 (128 cv), muito potente. O novo propulsor — o segundo do mercado a combinar 3 cilindros e sobrealimentação (o primeiro foi o do Volkswagen up! TSI) — entrega 98/105 cv (gasolina/etanol).
Em nenhum momento a fabricante sugeriu que a nova versão tem vocação esportiva, contrariando aqueles que ainda acham que turbo é sinônimo exclusivo de alto desempenho ou de esportividade.
Isso é confirmado pelo visual do modelo. A configuração sedã, avaliada aqui, é praticamente idêntica à que possui motor 1.0 convencional. Só os mais atentos perceberão a pequena identificação na tampa do porta-malas. É difícil imaginar como ser mais discreto.
Na parte interna, a similaridade é ainda maior, já que não existe nenhuma identificação do motor mais potente. A principal crítica, aliás, surge aqui: como se trata de um modelo posicionado acima do HB20S 1.0, este Turbo poderia oferecer itens mais sofisticados, mesmo que opcionais.
A central multimídia, por exemplo, segue como opcional exclusivo das configurações 1.6, assim como os sensores de estacionamento e crepuscular.

São resultados empolgantes, ainda mais para um três-volumes compacto. Mas o melhor mesmo é que esse bom desempenho vem aliado ao bom consumo de combustível. De acordo com a nossa avaliação, a média do sedã 1.0 Turbo foi de 10,2 km/l de etanol, o que lhe confere uma autonomia superior a 500 km.
Com preço sugerido de R$ 55.225, o HB20S 1.0 Turbo oferece conforto e nível de equipamentos de série razoável. Para quem precisa de mais agilidade e não abre mão da eficiência e da discrição, esta pode ser a sua melhor opção.



