Analisamos os seis modelos deste segmento disponíveis para compra com abatimento integral de IPI e ICMS. Qual o melhor?
Texto: Gustavo de Sá
As vendas de veículos zero-quilômetro com isenção de impostos para pessoas com deficiência (PCD) nunca estiveram tão aquecidas. O volume de unidades comercializadas passou de 64 mil, em 2013, para 187,5 mil no ano passado, de acordo com dados da Associação Brasileira da Indústria, Comércio e Serviços de Tecnologia Assistiva (Abridef). O presidente da entidade, Rodrigo Rosso, atribui o aumento à mudança na legislação – em 2013 –, que estendeu o benefício a familiares de deficientes que não podem dirigir e incluiu patologias que reduzem a mobilidade.
Para ter direito à isenção total de impostos como IPI, ICMS, IPVA e IOF, o veículo deve ter valor de tabela de até R$ 70 mil e ser fabricado em países do Mercosul. O abatimento no preço sugerido pode variar entre 20% e 30%. Em São Paulo (SP), é possível, ainda, solicitar isenção do rodízio municipal de veículos.
Um dos segmentos em ascensão no mercado brasileiro é o de SUVs – e, entre as vendas diretas para o público PCD, este fenômeno não é diferente. Selecionamos os seis SUVs compactos disponíveis no País com versões que têm preço máximo de R$ 70 mil para a isenção integral de IPI e ICMS.
A lista poderia contar ainda com mais um modelo, o Nissan Kicks S Direct. Porém, a fabricante de origem japonesa suspendeu a comercialização desta versão por tempo indeterminado em função da alta demanda. Mais um sinal do quão aquecido este mercado está.
- Ford EcoSport SE Direct
- Hyundai Creta Attitude
- Jeep Renegade 1.8 flex
- Peugeot 2008 Allure Business
- Renault Captur Life
- Renault Duster Authentique
Preço sugerido: R$ 69.990 / Preço com isenção (IPI e ICMS): R$ 55.282
As vendas de veículos zero-quilômetro com isenção de impostos para pessoas com deficiência (PCD) nunca estiveram tão aquecidas. O volume de unidades comercializadas passou de 64 mil, em 2013, para 187,5 mil no ano passado, de acordo com dados da Associação Brasileira da Indústria, Comércio e Serviços de Tecnologia Assistiva (Abridef). O presidente da entidade, Rodrigo Rosso, atribui o aumento à mudança na legislação – em 2013 –, que estendeu o benefício a familiares de deficientes que não podem dirigir e incluiu patologias que reduzem a mobilidade.
Para ter direito à isenção total de impostos como IPI, ICMS, IPVA e IOF, o veículo deve ter valor de tabela de até R$ 70 mil e ser fabricado em países do Mercosul. O abatimento no preço sugerido pode variar entre 20% e 30%. Em São Paulo (SP), é possível, ainda, solicitar isenção do rodízio municipal de veículos.
Um dos segmentos em ascensão no mercado brasileiro é o de SUVs – e, entre as vendas diretas para o público PCD, este fenômeno não é diferente. Selecionamos os seis SUVs compactos disponíveis no País com versões que têm preço máximo de R$ 70 mil para a isenção integral de IPI e ICMS.
A lista poderia contar ainda com mais um modelo, o Nissan Kicks S Direct. Porém, a fabricante de origem japonesa suspendeu a comercialização desta versão por tempo indeterminado em função da alta demanda. Mais um sinal do quão aquecido este mercado está.
↑ Positivo: Central multimídia, desempenho
↓ Negativo: Visual externo
Preço sugerido: R$ 69.990 / Preço com isenção (IPI e ICMS): R$ 54.662
O Hyundai Creta é vendido na versão Attitude para o público PCD. A lista de itens de segurança é um ponto positivo, com controles de estabilidade e tração, assistente de saída em rampas e ganchos Isofix para bancos infantis. Ele também traz sistema start-stop (que desliga o motor em breves paradas para poupar combustível) e controle de velocidade de cruzeiro.
Entretanto, esta configuração para clientes PCD perdeu alguns itens que a equipavam no lançamento, como racks de teto, rodas de liga leve de 16 polegadas, sistema de som e alto-falantes. Na linha 2019, até mesmo o tampão do porta-malas foi retirado da lista de equipamentos de série. A favor do SUV estão o período de garantia (de 5anos) e o baixo custo de manutenção – nas três primeiras paradas, o proprietário irá gastar R$ 1.387 entre peças e mão de obra. As opções de cores de carroceria disponíveis sem custo extra são branco e preto sólido.
O Creta Attitude traz motor 1.6 flex de 130 cv e 16,5 kgfm. O câmbio é automático convencional de seis marchas. Na pista de testes da CARRO, a versão Pulse Plus (com o mesmo conjunto mecânico) foi de zero a 100 km/h em 12s1 e registrou média de consumo PECO (cidade/rodovia) de 8,4 km/l.
↑ Positivo: Sistema start-stop, garantia
↓ Negativo: Ausência de som
Preço sugerido: R$ 69.990 / Preço com isenção (IPI e ICMS): R$ 54.655
Sem nome oficial, a versão para o público PCD do Jeep Renegade é chamada somente de 1.8 flex e traz câmbio automático de seis marchas. Ele é um dos modelos mais completos entre os SUVs reunidos aqui, com controles de estabilidade e tração, assistente de saída em rampas, controle de velocidade de cruzeiro, monitoramento da pressão dos pneus e sistema de som com 4 alto-falantes.
O modelo da Jeep também é o único com acionamento elétrico do freio de estacionamento e freios a disco nas quatro rodas. Há quatro opções de cores sólidas para a carroceria: vermelho, branco, preto e verde.
Com 139 cv, o motor 1.8 flex precisa carregar ao menos 1.432 kg – peso do SUV em ordem de marcha (portanto, sem nenhum ocupante). Em nossa pista de testes, a versão Longitude com o mesmo conjunto mecânico foi de zero a 100 km/h em 13s5. Outro problema é o consumo de etanol, com média de 7,6 km/l entre cidade e rodovia.
Quem precisar de espaço no porta-malas também deve pensar duas vezes: com apenas 273 litros, o Renegade tem o menor volume entre os modelos aqui reunidos. As revisões da versão com motor flex são feitas a cada 12 meses ou 12 mil quilômetros. O custo de manutenção das três primeiras paradas é de R$ 2.076.
↑ Positivo: Equipamentos
↓ Negativo: Preço de revisões, porta-malas
Preço sugerida: R$ 69.990 / Preço com isenção (IPI e ICMS): R$ 52.990
O Peugeot 2008 tem como destaque o bom acabamento da cabine, com uso de materiais de qualidade. Esta versão exclusiva para o público PCD, chamada de Allure Business, vem com a mesma central multimídia das demais configurações, com conectividade Bluetooth e compatibilidade com os sistemas Apple CarPlay e Android Auto. O volante é multifuncional e possui revestimento em couro. Detalhe curioso é que, nesta versão, a alavanca de freio de estacionamento é igual à do hatch 208, do tipo convencional (em substituição à haste do tipo manche dos modelos mais caros).
Ele ganha pontos em segurança por oferecer airbags laterais nos bancos dianteiros, totalizando quatro bolsas de ar. Porém, ele deve os controles de estabilidade e tração, equipamentos que só estão disponíveis na versão Griffe com motor 1.6 THP. Quem estiver de olho no 2008, porém, deve ficar atento. Uma versão levemente reestilizada deve estrear até o fim deste ano. Outro diferencial do modelo feito em Porto Real (RJ) é a oferta de seis cores da carroceria, mesmo nesta versão PCD.
O motor 1.6 flex do 2008 gera 118 cv e 16,1 kgfm de torque. O câmbio é automático de seis marchas, fornecido pela japonesa Aisin. Com este conjunto, a versão Crossway acelerou de zero a 100 km/h em 12s7. O consumo médio de etanol foi de 9 km/l. O custo das três primeiras revisões é de R$ 1.483.
↑ Positivo: Central multimídia, airbags laterais
↓ Negativo: Ausência de ESC
Preço sugerido: R$ 69.990 / Preço com isenção (IPI e ICMS): R$ 54.126
C om dimensões generosas, o Renault Captur é o maior dos SUVs compactos aqui reunidos. As medidas externas refletem no bom espaço para passageiros e no porta-malas (são 437 litros de volume). A versão Life traz airbags laterais de tórax (em adição aos frontais, obrigatórios por lei), rodas de liga leve de 17 polegadas, botão de partida e luz de rodagem diurna em LED.
O SUV da Renault conta ainda com controles de estabilidade e tração, assistente de saída em rampas e controle de velocidade de cruzeiro. Porém, na linha 2019, esta versão para o público PCD perdeu o sistema de som e os alto-falantes, além do tampão do porta-malas.
A única opção de cor da carroceria é branco sólido – o modelo da foto que ilustra esta matéria é uma versão Intense, que traz opção de teto na cor preta, rodas diamantadas e apliques em plástico prata nos para-choques (itens indisponíveis para a configuração PCD).
A favor do Captur está o baixo custo de manutenção: o proprietário irá gastar R$ 1.239 nas três primeiras paradas programadas. A versão Intense 1.6, que traz o mesmo conjunto da Life (com 120 cv de potência e 16,2 kgfm de torque), acelerou de zero a 100 km/h em 13s7 na pista de testes da CARRO. O consumo de etanol foi de razoáveis 8,2 km/l na média PECO (cidade/rodovia).
↑ Positivo: Airbags alterais, preço de revisões
↓ Negativo: Desempenho
Preço sugerido: R$ 59.990 / Preço com isenção (IPI e ICMS): R$ 46.393
Preço baixo de compra é o principal atrativo do Renault Duster Authentique: R$ 46.393 é o valor de tabela sugerido com a isenção total de IPI e ICMS. Mesmo com este valor, a lista de itens de série é semelhante à configuração Expression 1.6 CVT, com controles de estabilidade e tração, rodas de liga leve de 16 polegadas, assistente de saída em rampas e rack no teto. Porém, assim como o Captur, ele não traz tampão do porta-malas (de 475 litros) e nem sistema de som.
O veterano da Renault possui o segundo menor custo de manutenção entre os SUVs desta reportagem: com R$ 1.259 sugeridos pelas três primeiras revisões, ele só perde para o Captur, da mesma fabricante. O preço mais baixo também permite que o proprietário opte pelos diferentes tons metálicos para a carroceria (por R$ 1.600 extras), como vermelho, cinza, preto e marrom, entre outros.
Na pista de testes, a versão Dynamique 1.6 CVT do Duster (que traz o mesmo conjunto da Authentique) acelerou de zero a 100 km/h em 13s2 e registrou consumo médio de 8,9 km/l. Pesa contra o Duster o acabamento simples e a idade avançada do projeto – a nova geração do SUV já foi apresentada na Europa e deverá ser produzida no Brasil a partir do próximo ano. Se optar pelo veterano, vale negociar desconto adicional.
↑ Positivo: Porta-malas, preço de revisões
↓ Negativo: Idade do projeto













E só no Brasil! A discriminação já começa ai,aumentam tudo,(o salario) e uma vergonha! Conseguir 70.000,00,e quase impossível para o pobre, alem de tudo as montadoras pelam os carros, deveria ser ao contrario pessoal…deficiente merece respeito! Esta passando da hora de tomar providencias, tenham consciência, deficiente já sofre demais neste Brasil… Tudo e difícil…
Providencias, por favor!
Estou renovando minhas isenções e estava decidido em comprar um Nissan kicks, hoje fiz um teste drive, parece uma carroça, barulhento, não anda, demora pegar velocidade…aí fui ver o tao odiado Peugeot 2008, fique surpreso com o carro, gostoso de dirigir, macio, o câmbio não é CVT, mas as trocas são muito macias, por enquanto é minha escolha, preciso testar o captur e 0 Creta, mas acho difícil mudar..
Eles pelam o carro para cair de preço e se encaixarem com desconto para pcd. O carro deve custar no máximo 70 mil para encaixar nos descontos totais. Então vão eliminando itens para o carro atingir o valor de 70 mil.
É só fazer comentários em rede social que Nós deficientes temos direito a ter uma vida mais digna do que ficar como coitadinhos.
Concordo com você é uma falta de respeito com o consumidor comprei um Fiat cronos 1.8 automático Precision agora parece que já não vem mais completo como eu comprei, lamentável tirarem itens de segurança piloto automático itens difíceis de serem colocados depois.
A Hyundai está um lixo!!!! O carro vem totalmente pelado até o tampão do Creta tiraram. Que vergonha!!
Pq tanto tempo sem reajustes no valor? 10 anos sem reajustar o teto para compra pcd
Esses carros estão com preço acima do teto de 70 mil reais em suas versões normais. Então não têm como se encaixar na isenção total de IPI e ICMS. Então, para entrar na faixa de preço necessária e se enquadrar no valor máximo permitido da isenção total, as empresas começam a “pelar” os carros para diminuir seus valores e chegarem ao teto de 70 mil.
Porque subtrair os acessórios dos veículos ? falta de empatia e ganância por parte dos fabricantes. Qual marca vai ser a mais leal ao consumidor. Cadê a responsabilidade social?
Realmente, não faz sentido a cada ano as montadoras irem tirando todos os acessórios dos carros PCD. Deveriam era equipar melhor, visto que é para pessoas com algum tipo de problema e que precisam de conforto! Absurdo isso!
Não entendo porque colocar o Creta entre os suvs uma vez que se encontra suspenso a venda para pcd,outra coisa que nao entendo de as montadoras pelar os carros sem os devidos acessorios sendo que o desconto são os impostos que fica isento não modificando em nada para as montadoras jamais poderiam tirar os acessorios sendo que as mesmas recebem o valor normal ou seja os lucros das montadoras sao os mesmos.
DEZ anos sem correção do teto. Uma eternidade para conseguir a documentação e , depois, outra para isenção de rodízio e cartão Defis. Os deficientes são tratados como se estivessem fazendo um grande favor e ninguém fala nada. Já para os de opções sexuais heterodoxas é um assombro!