Você já aqui no CARRO ONLINE nossas impressões da Fiat Toro Volcano, a versão top de linha da picape, na época de seu lançamento. Agora, trazemos a você nosso teste com o modelo na pista e a avalição do utilitário em trilhas, situação em que, ao menos no papel, ela deveria tirar de letra.
A começar pelo desempenho da picape, o motor 2.0 turbodiesel de 170 cv é animador, com força de sobra, conferindo muita agilidade à picape nas situações corriqueiras do dia a dia, como em saídas de semáforo. No trânsito urbano, aliás, essa é a grande vantagem do modelo equipado com motorização a diesel em relação à flex, já que esta demora bem mais a “embalar”.
O conforto e a dirigibilidade são similares nas duas versões, já que a suspensão da Toro a diesel é bem calibrada e a direção com assistência elétrica é a mesma. Mas o ronco e o desempenho do motor diesel transmitem a sensação de que a Toro Volcano possui “alma” de picape grande com porte de uma média.
Na estrada, o desempenho da Volcano segue empolgante, com fôlego de sobra para atingir e manter a velocidade limite da via e elasticidade nas ultrapassagens, já que o câmbio automático de nove marchas atua muito bem, principalmente nas manobras de kickdown, ao pisar mais forte no acelerador. A estabilidade é outro aspecto positivo, já que a Toro se sai muito bem nas curvas (ao menos com a caçamba vazia).
Um ponto negativo é o isolamento acústico, já que, em velocidades mais altas, o ruído dos pneus invade a cabine, prejudicando o conforto. Não chega a ser uma falha grave, mas merece maior atenção por parte do controle de qualidade da fabricante.
O acabamento interno poderia ser melhor na versão topo de linha, já que há muito plástico de aparência simplória no painel, o que não combina com o padrão da picape. Essa má impressão é atenuada pela inserção de algumas molduras na cor marrom e de alguns detalhes em black piano.
O acabamento das portas exibe o mesmo plástico do painel e ali surge outro problema: o material se mostrou muito sensível ao uso, tanto que, na unidade avaliada (com cerca de 4.000 km), as marcas de uso já eram bastante visíveis.
FORA DE ESTRADA COM A TORO VOLCANO
Aproveitamos a semana de testes com a Fiat Toro Volcano para fazer a trilha da Pedra Grande, em Atibaia, interior de São Paulo, para avaliar o comportamento da picape na terra. Escolhemos uma trilha que não é tão pesada, mas que pensamos casar bem com a proposta de um lado aventureiro “light” dos possíveis interessados na Toro.
A maior parte do percurso é de terra batida e pedras soltas, onde a Toro se diverte e passeia como se estivesse andando na cidade, mas deixamos a tração 4×4 ligada para garantir mais segurança. Na hora de encarar subidas íngremes e com piso irregular, a Toro demonstrou valentia e boa distância em relação ao solo, sem raspar na hora de enfrentar valetas e com força de sobra para chegar até o final da inclinação. Em descidas muito acentuadas a Toro também vai bem, com a tração cumprindo seu papel em controlar o veículo e a distância do solo não deixa a picape raspar no final da ladeira.
A calibração da suspensão também é boa no fora de estrada, fazendo com que os ocupantes curtam o off-road sem passar muitos apuros dentro da picape. Alguns “pulos” dos ocupantes são inevitáveis, mas a sensação de “chacoalhar” dentro do carro é bem pequena, tornando seu conforto um dos principais pontos positivos do carro.
No geral, a Fiat Toro Volcano agrada pelo ótimo desempenho e pelos equipamentos de série, mas peca no acabamento interno. Ainda mais por se tratar da versão topo de linha de um modelo que custa R$ 118.480.
NOSSAS MEDIÇÕES
| Aceleração em segundos | |
| 0-40 km/h (m) | 2,23 (12,8) |
| 0-60 km/h (m) | 4,32 (41,8) |
| 0-80 km/h (m) | 6,99 (94,7) |
| 0-100 km/h (m) | 10,78 (189,3) |
| 0-120 km/h (m) | 15,01 (319,3) |
| 0-140 km/h (m) | 21,51 (554,37) |
| 0-160 km/h (m) | 30,96 (950,29) |
| 0-180 km/h (m) | não atingido |
| 0-200 km/h (m) | não atingido |
| 0-400 m (km/h) | 17,36 (127,4) |
| 0-1000 m (km/h) | 32,07 (162) |
| Retomada em segundos | |
| 40-100 km/h em Drive | 9,02 |
| 60-120 km/h em Drive | 11,15 |
| 80-120 km/h em Drive | 8,06 |
| Frenagem em metros | |
| 60-0 km/h | 14,37 |
| 80-0 km/h | 22,55 |
| 100-0 km/h | 40,50 |
| 120-0 km/h | 59,60 |
| 140-0 km/h | 82,16 |
| 160-0 km/h | 108,2 |
| 180-0 km/h | não atingido |
| 200-0 km/h | não atingido |
| a 100 km/h frio (vazio) | 40,56 |
| a 100 km/h frio (carregado) | 40,75 |
| a 100 km/h quente (carregado) | 40,35 |
Dados de fábrica
| Velocidade máxima | 188 |
| Motor disposição/número de válvulas | L4, dianteiro, transversal, turbo/16V |
| Cilindrada (cm³) | 1.956 |
| Potência (cv) | 170 (D) a 3.750 rpm |
| Torque (mkgf) | 35,7 (D) a 1.750 rpm |
| Câmbio | 9 marchas, automático |
| Suspensão (dianteira/traseira) | McPherson/multibraço |
| Peso vazio/cap. max. de carga (kg) | 1.871/1.000 |
| Diâmetro de giro (m) (esq./dir.) | 12,9 |
| Porta-malas (litros) | 820 |
| Peso rebocável (kg) (sem freio) | 400 |
| Tanque de combustível | 60 |
| Pneus (veículos testados) | Pirelli Scorpion ATR 225/65 R17 |
| Comprimento/largura/altura (mm) | 4.915/1.844/1.743 |
| Entre-eixos (mm) | 2.990 |
| Consumo em km/l de etanol | |
| Consumo cidade | 9,6 |
| Consumo estrada | 14,8 |
| Consumo médio (PECO) | 11,9 |
| Autonomia em km | 714 |




