A Honda iniciou as vendas da nova geração do City. Em sua quarta geração (ele estreou no Brasil em 2008, já em sua terceira edição), o modelo será equipado com motor 1.5 16V e oferecido nas versões DX (R$ 53.900), LX com câmbio CVT (R$ 62.900), EX com câmbio CVT (R$ 66.700) e EXL com câmbio CVT (R$ 69.000).
A configuração DX do novo City oferece ar-condicionado, direção com assistência elétrica, vidros, travas e espelhos com acionamento elétrico, airbga duplo, freios ABS, rádio com dois alto-falantes e rodas de aço de 15”” com pneus 185/60. Já o City LX traz, como itens adicionais, alarme, mais dois alto-falantes, rodas de liga leve com pneus 185/55 R16 e descansa-braço central no banco dianteiro, além do câmbio continuamente variável.
O City EX, por sua vez, ganha sistema de áudio com tela tátil de 5”, 4 tweeters, controlador de velocidade de cruzeiro, volante multifunção e câmbio CVT. O topo de linha EXL, por fim, acrescenta airbags laterais e bancos revestidos de couro à lista de equipamentos.
O novo City possui a mesma largura da versão anterior (1.695 mm), mas ganhou 55 mm no comprimento (passando a 4.455 mm), 50 mm no entre-eixos (passando a 2.600 mm) e 10 mm na altura (1.487 mm). O novo visual, no entanto, faz a novidade parecer maior do que ela realmente é. Atrás, o destaque são as lanternas, que apresentam formato parecido com as utilizadas nos BMW Série 3. Na dianteira, a marca apostou em uma considerável grade cromada como destaque na versão topo de linha.
Ao volante
A versão disponibilizada para avaliação foi a topo de linha EXL, e o primeiro contato surpreendeu por duas características em especial. O interior do novo sedã da Honda mostrou grande salto em termos de qualidade se comparado à sua geração anterior. O design e cores escurecidas e materiais mais agradáveis ao toque melhoraram a sensação de qualidade do novo Honda, sensação reforçada pelo moderno painel de instrumentos, sistema de entretenimento com tela de 5” e o ar-condicionado digital touch screen — componente que fica totalmente apagado quando a ignição do veículo está desligada.
Outra melhoria do City foi o trabalho da sua nova suspensão, agora mais macia e com o funcionamento mais silencioso se comparada ao modelo lançado no Brasil em 2008. O porta-malas de 536 l também teve a sua área de acesso em função das novas lanternas. Para os que gostam de dirigir, o City EXL é equipado com borboletas para troca das sete marchas virtuais que o câmbio continuamente variável oferece no modo manual.
Por outro lado, apesar do ótimo espaço para pernas, o City deixa a desejar em função do espaço para cabeça no banco traseiro, e da largura mediana do assento — dificultando a acomodação de adultos.
Na hora de dirigir, o City agrada pela maciez da direção em baixas velocidades e a suavidade do funcionamento do câmbio. O motor 1.5 16V é o mesmo empregado no Fit e, se não surpreende pelo desempenho, agrada pelo ótimo consumo de combustível.
Na somatória de características, o City mostra que ainda é versátil — característica que lhe marcou desde começou a ser vendido por aqui —, mas agora está mais refinado. Ele poderia ter desempenho ligeiramente superior e mais itens de segurança (como controle de tração e estabilidade), mas tem uma proposta atraente, apesar do preço elevado.
Nossas medições
Aceleração 0-100 km/h: 11s2
Retomada 60-120 km/h: 11s0
Frenagem 80 a 0 km/h (m): 25,6
Consumo cidade (km/l): 7,8
Consumo estrada (km/l): 12,5
Ruído a 120 km/h em 5ª (dB): 65,8
Seu Bolso
Preço (carro testado): R$ 69.000
Desvalorização (1 ano): n/d
Garantia: 3 anos
Financiamento (taxa mensal): n/d
parcela (50% de entrada + saldo em 36x): n/d
IPVA (4%): R$ 2.760
Seguro: R$ n/d
Revisões te 30.000 km: R$ 1.018
Versão básica: R$ 69.000
Dados da fabricante
Motor 4 cilindros, dianteiro, trasnversal, flex; Cilindrada 1.497 cm3; Potência 115 cv (E) a 6.000 rpm; Torque 15,3 mkgf (E) a 4.800 rpm; Câmbio continuamente variável; Tração dianteira; Comprimento 4,45 m; Largura 1,69 m; Altura 1,48 m; Entre-eixos 2,60 m; Porta -malas 536 l; Peso 1.137 kg