Os alemães não inventaram o cupê esportivo, mas sabem criar referências nesse segmento como ninguém. A BMW que o diga, com o mítico M3 (agora rebatizado de M4), que conquistou gerações de entusiastas que tinham dinheiro para investir e não se preocupavam com a bagagem.
Mas esse segmento não escapou da “dieta de engorda” provocada por consumidores mais exigentes e regras de segurança mais rigorosas. Daí veio o 1M Coupé, que chegou ao Brasil em 2011 com um pouco menos de potência, mas carroceria mais leve e compacta.
Com um histórico desses, não dá para esperar menos do que o melhor para o BMW M2. Sucessor espiritual do 1M, ele usa a base do Série 2 Coupé com peças (incluindo partes do motor) do M4. Anote os ingredientes: 370 cv, 47,4 mkgf, câmbio robotizado de dupla embreagem com sete marchas e 1.495 kg. Cozinhe nos 4s7 que ele levou para chegar aos 100 km/h e você terá um prato à altura dos melhores restaurantes.
NA MEDIDA CERTA
Se bem que, por R$ 379.950, o M2 está mais para o cardápio de uma boa cantina do que o de um restaurante gourmet. Ele é exorbitantemente caro para os padrões brasileiros, mas é consideravelmente mais barato que outros rivais (até dentro da própria marca). O M4, por exemplo, não sai por menos de R$ 459.950.
A vantagem de um prato menor é que você pode degustá-lo melhor. A massa reduzida torna o M2 muito ágil nas curvas e em mudanças bruscas de direção. Os diversos assistentes eletrônicos tornam a condução divertida, mas ainda segura. Mas rodar com os assistentes desligados, ou até mesmo nos modos mais permissivos, é tarefa para especialistas na arte de apreciar essa iguaria dos esportivos compactos. Mesmo com bitolas maiores, freios e suspensão do M4 e controle ativo do diferencial traseiro, o M2 é arisco como seu antecessor 1M.
Todo esse fôlego vem acompanhado da sempre agradável trilha sonora do seis-cilindros em linha turbo, que fica ainda mais ruidoso nos modos mais fortes Sport e Sport+. Ainda há o modo Comfort para tornar essa pimenta alemã mais palatável no uso urbano, mas a suspensão dura e as enormes rodas de 19” não combinam com o cenário esburacado brasileiro.
O melhor a se fazer com o M2 é ir para uma boa estrada sinuosa, ligar o limitador na velocidade máxima da via e se divertir em cada frenagem e retomada do menor “M” do mercado. É a vantagem de ter uma ótima comida em um prato menor: dá para comer em qualquer lugar.
NOSSAS MEDIÇÕES
| Aceleração em segundos | |
| 0-60 km/h (m) | 2,64 (20,82) |
| 0-80 km/h (m) | 3,56 (38,79 |
| 0-100 km/h (m) | 4,75 (68,67) |
| 0-120 km/h (m) | 6,18 (112,28) |
| 0-140 km/h (m) | 7,98 (177,37) |
| 0-160 km/h (m) | 10,12 (266,80) |
| Retomada | |
| 40-100 km/h em Drive | 3,37 |
| 60-120 km/h em Drive | 3,85 |
| 80-120 km/h em Drive | 2,93 |
| Frenagem em metros | |
| 60-0 km/h | 13,75 |
| 80-0 km/h | 23,98 |
| 100-0 km/h | 36,81 |
| 120-0 km/h | 52,96 |


