Todo mês na revista CARRO o consultor técnico Bob Sharp responde às dúvidas dos leitores sobre tudo que cerca o universo do automóvel. Veja algumas delas:

Computador de bordo sobre pressão dos pneus é confiável?

DÚVIDA: Tenho uma dúvida que gostaria que fosse esclarecida. Adquiri em fevereiro deste ano um veículo Citroën DS5, que se encontra com 7.200 km rodados. Até  esta data não conferi a calibragem dos quatro pneus, tendo em vista que o computador de bordo informa que a calibragem dos pneus está “ok”. Devo confiar na informação do computador ou é preciso conferir a calibragem dos pneus?
Fátima A. Oliveira (Osasco, SP)

RESPOSTA: A informação no computador de bordo sobre a pressão dos pneus é totalmente confiável. Há dois sistemas. Um informa num mostrador a pressão de cada pneu num pequeno diagrama que exibe os quatro. Nesse tipo basta ficar atento à indicação, sendo desnecessário conferir a pressão. Outro, do tipo usado no seu Citroën, avisa quando um dos quatro pneus está com menos pressão (o ‘OK’ indica que as pressões estão certas). Nesse sistema, que se baseia na informação de rotação da roda pelo ABS do sistema de freio, em que a roda cujo pneu está com menos pressão gira mais rápido, se os quatro forem perdendo pressão por igual com o passar do tempo, o que sempre ocorre, não haverá indicação de algo anormal, sendo desse modo aconselhável verificar a pressão periodicamente, uma vez por mês.

Tecnologia start-stop exige construção especial do motor

DÚVIDA: Com o aumento do preço dos combustíveis quero economizar o máximo possível. Como tenho lido sobre sistemas start-stop em que o motor desliga nas paradas e volta a funcionar ao acelerar, de modo automático, posso eu mesmo fazer isso no meu carro? Estraga alguma coisa?
Caio Marcondes (Cotia, SP)

RESPOSTA: Você pode desligar o motor, é isso que esses sistemas fazem por você, mas há diferenças nos sistemas originais de fábrica como, por exemplo, o item mais solicitado que é o motor de partida ter construção especial de modo a durar bem mais devido ao trabalho adicional. Caso do Fiat Uno Evolution 1.4, que tem o sistema, mas o motor de partida é reforçado, previsto para 340.000 ciclos de partida, seis vezes mais que o normal. Mas você pode usar a técnica, só dá um pouco mais de trabalho acionar a partida a cada parada.

 DÚVIDA: É correto perder a garantia de um carro por não ter feito uma revisão, mesmo que o problema não tenha relação alguma com esse fato?
Luiz Felipe Silva (Resende, RJ)

RESPOSTA: Tecnicamente é correto, pois após os três meses de garantia legal a fabricante concede a garantia contratual de livre e espontânea vontade e, para isso, estabelece condições, como submeter o veículo à manutenção por ela preconizada. Mas moralmente não é, caso, por exemplo, de danos irreparáveis no alternador que exigem sua substituição e independem de o carro ter sido submetido à revisão ou não, uma vez que não há nenhuma manutenção prevista do item por toda a vida do veículo. 

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