Renault Sandero Easy'R

A ZF é uma das maiores fornecedoras de tecnologia automotiva do mundo. Assim, quando a Renault anunciou que o novo câmbio robotizado do Sandero seria desenvolvido pela empresa, a expectativa era de que o equipamento trouxesse um novo padrão de excelência à categoria. Na prática, porém, isso não se concretizou. A unidade do Sandero Easy’R avaliada pela CARRO apresentou problemas com relação à operação da caixa. 

Renault Sandero Easy'R

Antes, é preciso lembrar que os soluços entre as trocas de marcha são características inerentes a esse tipo de câmbio. O que muda é o nível de incômodo que isso gera aos ocupantes. No caso do hatch da Renault, o desconforto foi bastante perceptível, por conta da demora nas trocas de marcha.

Renault Sandero Easy'R

A “inteligência” da central eletrônica que comanda o sistema também deixou a desejar, já que ela exibiu dificuldade para “entender” a pressão no pedal do acelerador e a demanda do motorista. Assim, várias vezes esticou as marchas ou trocou-as em momentos inoportunos ou sem necessidade. Detalhe: esse comportamento foi observado com mais frequência ao retomar, após transpor valetas e lombadas.

Renault Sandero Easy'R

O principal revés do Sandero Easy’R, no entanto, foram os engates das marchas. Não foi raro, entre uma troca e outra (especialmente em velocidades mais baixas), o giro do motor subir sem motivo, indicando que algo estava errado. O pior é que comportamento do câmbio ofuscou o desempenho do motor 1.6 de 106 cv e 15,5 mkgf, que demonstrou fôlego razoável.

Renault Sandero Easy'R

César Tizo, editor-executivo da CARRO, já havia dirigido o Logan com o mesmo sistema robotizado (edição nº 255, de janeiro deste ano) e achou o comportamento bem melhor do que no Sandero testado agora, indicando tratar-se, possivelmente, de fato isolado, já que os câmbios são exatamente iguais.

Se no aspecto técnico o Sandero Easy’R não convenceu, a questão mercadológica pode pesar a favor do hatch na hora da aquisição. Oferecido por R$ 49.300, a versão já vem completa de fábrica, oferecendo uma lista generosa de equipamentos de série. Além dos obrigatórios airbag duplo e freios com ABS, o modelo conta com direção hidráulica, volante com ajuste de altura, ar-condicionado automático, vidros, travas e retrovisores com acionamento elétrico e central multimídia MediaNav. Com uma tela de 7’’ sensível ao toque, o sistema tem manuseio intuitivo e já vem com navegador instalado.

O conforto proporcionado pela suspensão é outro ponto positivo do hatch, assim como o espaço no banco traseiro. Já o acabamento é apenas correto, sem luxo ou detalhes requintados, o que, convenhamos, é dispensável.

Média final técnica: 6,0
Média final mercado: 6,3

DADOS DE FÁBRICA

Motor disposição/número de válvulas: Diant., transv./8V
Cilindrada (cm³): 1.598
Potência (cv): 106 (G)/98 (E) a 5.250 rpm
Torque (mkgf): 14,5 (G)/15,5 (E) a 2.850 rpm
Câmbio: automatizado, 5 marchas
Suspensão (dianteira/traseira): McPherson/eixo de torção
Peso vazio (kg): 1.059
Porta-malas (litros): 320
Tanque de combustível (litros): 50
Pneus (veículo testado): Pirelli Cinturato P1 185/65 R15
Comprimento/largura/altura (mm): 4.060/1.733/1.536
Entre-eixos (mm): 2.590

Nossas medições

0-60 km/h (m): 5,5 (54,1)
0-80 km/h (m): 9,4 (129,6)
0-100 km/h (m): 13,2 (224,7)
0-120 km/h (m): 20,3 (441,0)

Retomadas

40-100 km/h em Drive (s): 10,4
60-120 km/h em Drive (s): 15,4
80-120 km/h em Drive (s): 11,2

Consumo (em km/l de etanol)

Consumo cidade: 7,1
Consumo estrada: 12,1
Consumo médio (PECO): 9,3
Autonomia em km: 465

Share This