Texto: Marcos Camargo Jr.
A Mercedes-Benz apresentou a atualização do EQS na linha 2026. A renovação vai além da estética e chega em um momento estratégico, com o modelo reposicionado com preços mais baixos, carga rápida e maior eficiência. A versão intermediária chega a 920km de autonomia no ciclo WLTP sendo o segundo sedã com maior autonomia d mundo, atrás apenas do Lucid Air.
O Mercedes Benz EQS passa a adotar arquitetura elétrica de 800 volts, substituindo o sistema anterior de 400V. Essa mudança permite ampliar a capacidade de carregamento rápido para até 350 kW, reduzindo o tempo de recarga de 330km em 10 minutos no sistema rápido.
O principal destaque está na autonomia que melhorou a partir das mudanças. A versão EQS 450+ passa a alcançar até 920 km no ciclo WLTP, um salto relevante em relação à geração anterior e um dos maiores números entre carros elétricos de produção. Já a versão topo de linha tem 876km de alcance.
Sistema operacional e “super telas”
O pacote tecnológico também evolui. O modelo estreia o novo sistema operacional MB.OS, com integração de inteligência artificial e maior capacidade de atualização remota. A proposta é transformar o EQS em uma plataforma digital mais avançada, com assistente virtual aprimorado e maior integração com o veículo.
No interior, a Mercedes mantém o padrão do segmento, com destaque para o MBUX Hyperscreen, acabamento refinado e novos itens de conforto, como cintos de segurança com aquecimento — solução incomum até mesmo entre modelos de alto luxo.
Visual mais fluido
Visualmente, as mudanças são pontuais. O EQS recebe ajustes na dianteira, novos elementos de iluminação e detalhes como a estrela iluminada, mantendo o conceito aerodinâmico de perfil contínuo (“one-bow”), que prioriza eficiência em vez de linhas tradicionais.
Os preços partem de € 94 mil na versão de entrada até € 134 na versão topo de linha, entre R$ 550 e R$ 640 mil em valores convertidos.




