SUV eletrificado é oferecido por R$ 182.990, tem autonomia de até 288 km, pacote ADAS nível 2 e 218 cv
O avanço dos SUVs elétricos chineses no Brasil ganha mais um capítulo com a chegada do Leapmotor B10. Lançado após a estreia do C10, o modelo passa a integrar a ofensiva da Stellantis no segmento e mira concorrentes já estabelecidos, como o Geely EX5, que parte de R$ 205.800 na versão PRO, e os BYD Yuan Pro, que custa a partir de R$ 182.990 e Yuan Plus, com preços iniciais em torno de R$ R$ 269.990, inclusive esse modelo foi lançado com novo visual e motorização que ultrapassa os 400 cv e tração integral. Com preço sugerido de R$ 182.990, o B10 aposta no pacote tecnológico, no conjunto mecânico e no respaldo industrial do grupo europeu para disputar espaço entre os elétricos médios.
Preços e condições
Na campanha de lançamento, o cliente que entregar um usado como parte do pagamento pode adquirir o modelo por R$ 175.990, com financiamento a taxa zero e wallbox incluso. Para o público PCD, o valor parte de R$ 161.390. Taxistas contam com preço promocional de R$ 141.190, enquanto para CNPJ o valor é de R$ 168.290. O SUV está disponível nas cores Roxo Aurora, Branco Lunar, Preto Eclipse e Cinza Tundra.
Motorização e conjunto técnico
O Leapmotor B10 utiliza motor elétrico traseiro que entrega até 160 kW (218 cv) de potência e 240 Nm de torque. A velocidade máxima declarada é de 170 km/h, com aceleração de 0 a 100 km/h em 8 segundos. O conjunto de propulsão pesa 60 kg e conta com sistema de refrigeração a óleo.
A bateria tem 56,2 kWh de capacidade e oferece autonomia de até 288 km no padrão PBEV do Inmetro. O modelo adota a arquitetura elétrica Leap 3.5, desenvolvida para reduzir peso, aumentar a eficiência energética e simplificar o conjunto técnico. Com tração traseira e distribuição de peso de 50:50 entre os eixos, o SUV traz suspensão dianteira McPherson e traseira independente multilink. Segundo a marca, o sistema integrado de suspensão é 19% mais leve que uma configuração independente convencional.
Dimensões e equipamentos
O B10 mede 4.51 m de comprimento, 1.88 m de largura, 1.67 m de altura e tem 2.73 m de entre-eixos. O porta-malas oferece 405 litros, além de compartimento frontal de 21,5 litros. No interior, são 22 porta-objetos distribuídos pela cabine.
Entre os equipamentos, o modelo inclui rodas de 18 polegadas, sete airbags, câmera com visão 360 graus, faróis em LED, teto solar panorâmico, central multimídia de 14,6 polegadas, painel digital de 8,8 polegadas, acabamento com superfícies soft touch e carregador de smartphone por indução.
No campo da assistência à condução, traz pacote ADAS nível 2 com piloto automático inteligente, centralizador de faixa, detecção de colisão com frenagem dianteira, alerta de colisão traseira e alerta de tráfego cruzado com frenagem.
Primeiro contato
Durante o primeiro contato com o Leapmotor B10, a Revista Carro percorreu pouco mais de 150 km entre a cidade de São Paulo e Cabreúva, no interior paulista. O modelo com tração traseira não entrega uma condução voltada à esportividade, mas prioriza o conforto. O acabamento interno apresenta bom padrão e os bancos são macios. Por outro lado, o carro não oferece ajustes elétricos para o banco do motorista e a regulagem de altura do volante poderia ter amplitude maior.
A suspensão se mostrou mais firme do que a observada em alguns rivais chineses, indicando um acerto voltado ao padrão de rodagem que o consumidor brasileiro já conhece em marcas do grupo Stellantis, como Jeep, Fiat, Peugeot, Ram e Citroën. Ainda assim, o conjunto mantém nível de conforto adequado ao uso urbano e rodoviário.
Em relação à autonomia, o consumo registrado no percurso indicou alcance superior aos 288 km divulgados pelo Inmetro. No entanto, uma avaliação mais precisa depende de um teste de maior duração e em diferentes condições de uso.
Com esse conjunto, o Leapmotor B10 se posiciona como alternativa direta frente a Geely EX5 e BYD Yuan Pro e Yuan Plus. Para o consumidor que busca um elétrico chinês com o respaldo industrial da Stellantis, o modelo surge como opção no segmento. A marca também confirmou planos de produção nacional futura, em Pernambuco, tanto para o C10 quanto para o B10.










