O TAC Stark ganhou a nova versão Black Cover. Apesar de custar a partir de R$ 115.000 oferece valentia e um bom pacote de equipamentos

Você pode não se lembrar, mas já ouviu falar da TAC. Ela surgiu a partir de uma iniciativa de investidores em Santa Catarina em 2009 e se mudou para Sobral (CE) em 2013. Uma vez que sua compra pela chinesa Zotye não foi concretizada, a empresa nacional segue independente e produzindo sob encomenda o Stark (força, em alemão). A capacidade produtiva é de 1.000 unidades/ano e são necessários 90 dias para a produção do jipinho. Desde o lançamento, foram vendidas ao todo 217 unidades e a previsão é entregar outras 100 unidades até o final de 2018.

A novidade está na versão Black Cover de R$ 115.000 – pesa menos no bolso comparado ao arquirrival Troller (R$ 131.329), porém é mais caro que o jipe Suzuki Jimny que cobra entre R$ 69.890 e R$ 77.690. Essa configuração do Stark se diferencia pelo teto preto e o bom pacote de itens de série, com rodas de liga leve, bagageiro, snorkel para encarar trajetos alagados, alarme, câmera de ré, bancos em couro e central multimídia. Embora o logotipo da TAC remeta ao tridente da Maserati invertido, sob o capô está um motor quatro cilindros turbodiesel 2.3 da FPT (pertencente à CNH Industrial) de 127 cv de potência e 32,6 kgfm de torque. O câmbio da Eaton é manual de cinco marchas, enquanto o sistema de tração da BorgWarner pode ser selecionado por alavanca entre 4×2, 4×4 e 4×4 com reduzida. No Jimny, esse acionamento é realizado por três botões no painel, enquanto no Troller por seletor giratório, só para citar.

Dirigir o Stark é uma experiência interessante. Na trilha, o que conta é a força. E o bom torque disponível permite ao Stark vencer sem problemas as adversidades do fora de estrada. As suspensões independentes com braços sobrepostos do tipo duplo A utilizam dois amortecedores por roda (oito, no total) e ajudam no controle da carroceria ao transpor obstáculos como pedras ou depressões do piso, assim como asseguram uma dose de conforto aos até quatro ocupantes.

Os ângulos de entrada e saída são de 49º e 44º, com vão livre do solo de 26 cm. Ele ainda pode enfrentar trechos alagados com até 50 cm de profundidade. Toda essa desenvoltura também é ajudada pela posição de dirigir permitindo uma boa visão do que ocorre à frente. A direção é hidráulica com coluna ajustável em altura. A largura da carroceria de 1.884 mm é maior que a do Jimny (1.600 mm) e próxima à do Troller (1.868 mm) possibilitando passar por trechos mais estreitos. O diâmetro mínimo de giro do Stark é de 11,2 m e do Suzuki Jimny, 9,8 m. Os bloqueios dos diferenciais dianteiro e traseiro eletrônicos e os pneus maiores são cobrados à parte.

Saindo do fora de estrada tivemos a oportunidade de guiá-lo no asfalto. Entretanto, a unidade disponível estava preparada para as provas de rali de regularidade trazendo um veneno a mais, por exemplo, com a central eletrônica do motor reprogramada, dispositivo eletrônico que reduz o atraso das respostas do pedal do acelerador e modificações no sistema de escapamento, que conferiram um ronco mais encorpado e instigante. Embora o modelo testado não seja original de fábrica por ter 170 cv de potência, foi possível constatar o bom acerto da suspensão também no asfalto. Os freios são a disco nas quatro rodas.

Os planos da TAC preveem a implantação de cinco autorizadas. Chamadas de Stark Points, cuidam do pós-venda, assistência técnica, test-drive, boutique e relacionamento com os clientes. De acordo com a fabricante, são esperados investimentos de R$ 150 milhões, dos quais podem sair uma versão com câmbio automático e motor flex. Aguardemos cenas dos próximos capítulos.

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