O fenômeno conhecido como downsizing é uma tendência que veio para ficar na indústria automobilística. E o mais novo representante dessa premissa é o Honda Civic Si 2018, que chega ao Brasil com motor turbo pela primeira vez em sua história.

Mas os puristas podem ficar tranquilos: a fabricante de origem japonesa manteve a tradição e produz a novidade somente com câmbio manual de seis marchas. Ufa! O modelo trocou o antigo 2.4 aspirado por um 1.5 turbo derivado da versão Touring – a pressão máxima passou de 1,1 bar para 1,4 bar.

 Com isso, o esportivo gera 208 cv a 5.700 rpm e 26,5 kgfm entre 2.100 e 5.000 rpm – são 35 cv e 4,1 kgfm a mais que no sedã. Na comparação com a antiga geração do Si, o ganho é de tímidos 2 cv e 2,6 kgfm.

A suspensão traz inéditos amortecedores adaptativos e molas mais rígidas. Há ainda coxins sólidos (em substituição aos hidráulicos), também com o objetivo de aumentar a rigidez do conjunto. A altura em relação ao solo está 8 mm menor na comparação com o antigo Si trazido ao Brasil – ainda assim, houve elevação de 10 mm em relação ao atual modelo vendido na América do Norte com o objetivo de fazer o cupê sofrer menos em nosso asfalto.

O escapamento teve o fluxo de gases ampliado e ganhou abafador duplo esportivo, o que deixou o ronco mais alto e encorpado desde o momento da partida. A rigidez torcional da carroceria aumentou 25% em relação ao anterior. Na balança, por sua vez, o cupê ficou 38 kg mais leve.

Todas essas mudanças deixaram o Si ainda mais divertido na hora de guiar. A oferta de torque máximo desde baixa rotação deixou o modelo mais arisco. Com mínima rolagem da carroceria, o comportamento em curvas é irrepreensível. Acelerar a fundo na saída delas parece simples com a ajuda do diferencial de deslizamento limitado. O câmbio manual de excelentes engates deixa toda a experiência mais interativa e divertida, especialmente dentro de um autódromo como o Velo Città (SP), local onde foi realizada a avaliação do Si.

Esta geração também estreia modo de condução esportivo, que pode ser acionado por meio de uma tecla no console. Ele reduz a assistência da direção, aumenta a carga dos amortecedores e deixa as respostas ao acelerador mais rápidas. A Honda não divulga dados de desempenho ou consumo, números que ficarão para um futuro teste completo em nosso campo de provas, em Limeira (SP).

O interior traz ambiente conhecido do Civic de décima geração, mas com toques tradicionais da linha Si. O mais notável deles é a ambientação de cor vermelha por todos os lados: na costura dos bancos, coifa da alavanca de câmbio, revestimento das portas e iluminação do quadro de instrumentos digital.

Completam a lista de exclusividades os pedais esportivos em alumínio e o aplique que simula fibra de carbono no painel. O computador de bordo pode exibir informações de porcentagem de utilização dos pedais de aceleração e freio, pressão do turbo, medidor de força G, cronômetro e conta-giros com shift light.

Os bancos dianteiros trazem encosto integrado e têm excelente apoio lateral. Na parte de trás da cabine, o espaço é ideal apenas para duas pessoas – o perfil baixo do teto e o ressalto na parte central do assento limitam o conforto do eventual quinto passageiro.

O Si traz de série faróis full LED, teto solar elétrico, ar-condicionado de duas zonas, sistema de som com 10 alto-falantes, partida do motor por botão, câmera integrada ao retrovisor direito, seis airbags e controles de estabilidade e tração, entre outros. A central multimídia, que na antiga geração do Si não trazia navegador, agora vem com GPS integrado.

O modelo chega às lojas por R$ 162.900, com quatro opções de cores: vermelho, azul, branco e preto. O primeiro lote é composto por apenas 60 unidades. É o preço da exclusividade para ter a inédita e divertida união entre motor turbo e câmbio manual em um Civic Si zero-quilômetro no Brasil.

Fotos | Caio Mattos/Divulgação

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