
[Revista Carro/ Emerson Bueno]
O HB20 é um carro bem marcante para a marca sul-coreana. Ele foi apresentado em 2012 e se consolidou como um dos modelos mais queridos do país. Além de ter visual marcante, o hatch apostava em fatores como câmbio automático, central multimídia e diversos itens de série para se destacar na multidão. E afim de rejuvenescer seu portfólio, a Hyundai lançou este ano o i20. O hatch compacto aposta fortemente no estilo futurista para manter o legado do HB20. Será que consegue? Confira a avaliação da versão Ultimate do novato.
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Me senti uma celebridade
Se tem uma coisa que o i20 Ultimate faz com maestria é chamar atenção. O hatch é baseado na linguagem de design Art of Steel e opta por linhas mais retas e pegada futurista. Na dianteira, o capô curvado com vincos centrais e a barra de LED que interliga os faróis passam uma imagem semelhante a do SUV Kona. Os iluminadores de LED são escurecidos, possuem projetores e a proporcionam boa iluminação.
O para-choque tem recortes retos e a entrada de ar pintada de preto dá imponência ao rival do Chevrolet Onix. Dos lados, os olhares se voltam para as caixas de rodas demarcadas e os apliques pintados de preto. Como se trata da versão mais cara, as rodas de liga leve são diamantadas, em dois tons e de 17 polegadas. Os pneus possuem medidas 205/50 R17. Ainda nesse sentido, a linha de cintura vai ganhando ar mais encorpado na coluna C.

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O para-choque é encorpado e pintado de preto. Ao olhar para a traseira pela primeira vez, você se lembra do Suzuki Swift da década de 1990. A Hyundai é especialista em criar desenhos futuristas para seus carros e logo mais o i20 cai de vez no gosto do público. Personalidade é uma coisa que ele tem e ninguém pode negar.
Palmas para eficiência
Se tem um ponto que merece elogios no Hyundai i20 Ultimate é a motorização. O irmão maior do HB20 traz o veterano motor 1.0 Kappa turbo flex de três cilindros. O propulsor tem injeção direta e rende 115 cv e 17,5 kgfm de torque (ambos combustíveis). O câmbio é automático convencional de seis marchas e a tração é dianteira. Ademais, existem borboletas atrás do volante para a troca das marchas. Trata-se de um casamento bem feliz e que proporciona ao condutor bastante diversão na estrada.
Para se ter ideia, consegue atingir ótima velocidade de cruzeiro e com apetite para mais. O i20 sai com facilidade dos semáforos e as trocas de marchas são bem programadas, embora às vezes a primeira marcha seja bem esticada. A velocidade máxima é de 184 km/h e a aceleração de 0 a 100 km/h é cumprida em 11,7 segundos, de acordo com os dados da montadora.

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Sobre tamanho, o i20 Ultimate tem 4,13 m de comprimento, 1,78 m de largura, 1,50 m de altura e 2,58 m de entre-eixos. O porta-malas leva 346 litros, estando entre os maiores do segmento.

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E na rotina?
Outro destaque do Hyundai i20 Ultimate é a suspensão. Na frente, o oponente do Honda City hatch tem sistema independente McPherson com mola helicoidal e atrás é por eixo de torção e mola helicoidal. É um conjunto bem calibrado para o lunático asfalto brasileiro e que não deixa o hatch flutuar e nem ser tão duro. Ele não tem batidas secas e seu rodar é sólido. Só cuidado que mesmo com 16,5 cm de altura em relação ao solo, é melhor ir devagar ao passar por lombadas e valetas.
Aliás, um ponto que me agradou foi a posição de dirigir. Ele não é alto, mas as janelas amplas te fazem enxergar tudo lá de fora. O volante multifuncional tem assistência elétrica, não é necessário esterçar muito e tem ótima pegada. Inclusive, a peça não traz o símbolo da marca e sim quatro bolinhas. Elas representam o nome da montadora em código morse.

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A câmera de ré tem ótima visualização. Ao colocar o câmbio na posição P, o freio de estacionamento eletrônico já é acionado. Atrás, os ocupantes desfrutam de bom espaço interno, tomadinha e saídas de ar-condicionado. O encosto debaixo é mais alto e o de costas é mais reto. Dessa forma, os passageiros ficam em uma posição parecida com a de uma poltrona.
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Bem recheado
Já que o i20 Ultimate briga com o Volkswagen Polo, a Hyundai não economizou na sua lista de itens de série. O hatch traz monitoramento da pressão dos pneus, sensor crepuscular, bancos traseiros bipartidos e chave presencial. Além disso, o novato tem partida por botão, retrovisores com regulagem e rebatimento elétricos, quatro alto-falantes e dois tweeters.
Sobre segurança, o irmão menor do Creta tem seis airbags, controles de tração e estabilidade e assistente de partida em rampas. Freios ABS com EBD e alerta de presença no assento traseiro se destacam. Em relação aos itens ADAS, o i20 conta com sensor de fadiga, alerta de saída segura, de ponto cego e de tráfego cruzado traseiro.

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Ela exibe uma miniatura do modelo, itens ADAS em funcionamento, consumo instantâneo e outros itens. Larga, a multimídia tem o mesmo tamanho do painel e conexão sem fio para Apple CarPlay e Android Auto. Com respostas rápidas, o dispositivo tem qualidade, não sofre travamentos e é fácil de operar. Inclusive, existem uma fileira de botões posicionados abaixo da tela, assim seus comandos são facilitados. O rival do Peugeot 208 tem os sistema Bluelink de serviços conectados de série nesta opção.
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Opinião
O i20 vai funcionar no futuro como um HB20 e isso é um ponto bem positivo para a Hyundai. A marca praticamente ditou como seria a categoria de hatches compactos lá em 2012 e desde então cresceu sua atuação no mercado. O novo hatch traz diversas qualidades do irmão veterano e uma delas é principalmente o amplo espaço interno, algo essencial para boa parte da clientela.
A motorização se mostra bem acertada, assim como o conjunto de suspensão. A lista de itens de série é bem recheada, mas esperada dado o preço e posicionamento da versão Ultimate. Todavia, os R$ 139.990 cobrados por essa configuração jogam contra ele. Por este valor, você já pode ir para um carro elétrico, híbrido-leve ou até mesmo um SUV tradicional. Agora, se você não quer dirigir de um jeito altinho, não tem como carregar um veículo e prefere os hatches, faça um test-drive no i20, ele pode te atrair de alguma forma.

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Hyundai i20 Ultimate TGDI Flex
Motor: 1.0 turbo flex, 3 cilindros e injeção direta
Potência: 115 cv (E)/ 115 cv (G)
Torque: 17,5 kgfm (ambos combustíveis)
Câmbio: automático de 6 marchas
Tração: dianteira
0-100 km/h: 11,7 segundos
Consumo: 8,8 km/l (U) e 10,1 km/l (R) com etanol/ 12,6 km/l (U) e 14,3 km/l (R) com gasolina
Porta-malas: 346 litros
Preço: R$ 139.990, 8 cores e 5 anos de garantia





