Circuito histórico combina ruas estreitas, estratégia complexa e um dos maiores símbolos da Fórmula 1, corrida é neste final de semana

Poucas corridas carregam tanto peso histórico dentro da Fórmula 1 quanto o Grande Prêmio de Mônaco, que será realizdo entre os dias 5 e 7 de junho, com transmissão do Sport TV.
Disputada pelas ruas do Principado desde 1929, a prova permanece como uma das mais tradicionais do calendário e continua sendo considerada um dos maiores desafios para pilotos e equipes.
Com apenas 3,337 quilômetros de extensão e 19 curvas, o traçado urbano exige precisão absoluta. As ruas estreitas, a ausência de áreas de escape e a proximidade constante das barreiras transformam qualquer erro em um risco imediato de abandono.
Mais do que velocidade, Mônaco premia a concentração e a capacidade dos pilotos de extrair o máximo do carro em um circuito onde cada centímetro faz diferença.
Classificação vale quase tanto quanto a vitória
Ao contrário de outras pistas do campeonato, ultrapassar em Mônaco é uma tarefa extremamente difícil. Por isso, a sessão classificatória costuma ter papel decisivo no resultado final da corrida. Garantir uma boa posição no grid frequentemente representa a maior parte do trabalho para buscar a vitória no domingo.
A baixa velocidade média também é uma característica única. Durante as 78 voltas da prova, os carros percorrem alguns trechos a cerca de 50 km/h, tornando Mônaco o circuito mais lento do calendário da Fórmula 1.

Ajustes específicos para um circuito único
O desafio técnico também é diferente para as equipes. Em Mônaco, os carros são configurados para gerar o máximo possível de carga aerodinâmica, aumentando a aderência nas curvas de baixa velocidade.
Os pneus utilizados seguem a mesma lógica. Para a edição deste ano, a fornecedora escolheu os compostos mais macios da gama, buscando maximizar a aderência em um asfalto conhecido pela superfície lisa e pouco abrasiva.
Trechos importantes do circuito receberam novo revestimento recentemente, incluindo áreas próximas à reta principal, à entrada do túnel e ao pit lane.
Estratégias mudam com frequência
Embora o desgaste dos pneus seja tradicionalmente baixo em Mônaco, a estratégia raramente é simples. A grande quantidade de incidentes, carros de segurança e interrupções costuma alterar completamente os planos das equipes durante a corrida.
Em 2024, por exemplo, uma bandeira vermelha logo na primeira volta permitiu que os pilotos realizassem trocas de pneus antecipadas, modificando totalmente a dinâmica estratégica da prova.
Já em 2025, uma regra experimental exigiu o uso de três conjuntos diferentes de pneus durante a corrida. A medida foi posteriormente abandonada, e o regulamento tradicional voltou a ser adotado.

Senna continua como o rei de Mônaco
Quando o assunto é história, nenhum piloto supera o legado de Ayrton Senna nas ruas do Principado. O brasileiro segue como o maior vencedor da prova, com seis triunfos, marca que permanece intacta décadas após sua última vitória.
Na sequência aparecem Graham Hill e Michael Schumacher, ambos com cinco conquistas. Entre as equipes, a McLaren lidera a estatística histórica com 16 vitórias, seguida pela Ferrari, que acumula 10 triunfos no circuito monegasco.
Muito além da pista
O Grande Prêmio de Mônaco também se consolidou como um dos eventos mais glamourosos do esporte mundial. A combinação entre iates ancorados no porto, celebridades, hotéis de luxo e a atmosfera exclusiva do Principado transformou a corrida em um dos acontecimentos mais prestigiados do calendário esportivo internacional.
Mesmo após mais de sete décadas recebendo a Fórmula 1, Mônaco continua ocupando um lugar único no automobilismo, reunindo tradição, desafio técnico e uma história que ajudou a construir a identidade da categoria.