O problema está na falta de investigação e conhecimento do histórico do automóvel pretendido. Pesquisa é fundamental

Comprar aquele desejado automóvel sempre inspira certos cuidados para fechar um negócio confiável e, dessa forma, garantir o próprio meio de locomoção ou mesmo o bem-estar da família. Mas a cautela precisa ser ainda maior quando se trata de seminovo ou usado, porque entram em jogo quesitos que devem ser levados em consideração. Geralmente, o consumidor fica em dúvida diante de várias maneiras de adquirir um automóvel: diretamente de um particular, em um shopping de autos, numa loja especializada, numa concessionária ou pela internet.

A incerteza é normal. Afinal, todos querem saber qual é a opção certa para fugir da dor de cabeça surgida com certa frequência após a compra. Em seguida, podem aparecer situações que tragam prejuízos ao novo proprietário. 
Entre esses costumeiros transtornos, estão possíveis problemas mecânicos, muitas vezes mascarados pelo antigo dono antes da venda, ou pendências judiciais por falta de pagamento das parcelas de financiamento ou relacionadas a multas anteriores. Em alguns casos mais graves, o modelo tão cobiçado é produto de roubo ou de furto.

Para afastar ao máximo os imprevistos, a principal orientação da Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores (Fenauto) é fazer uma ampla pesquisa em torno do carro escolhido. O comprador deve observar o estado geral de conservação – do motor, do interior e da lataria – e a procedência da versão seminova ou usada a ser adquirida.

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Outra dica é evitar a euforia de fechar o negócio apressadamente, o que pode fazer uma falha mecânica passar despercebida. A Fenauto também sugere ao comprador que procure uma empresa especializada em vistoriar e rastrear a situação de um veículo.

A melhor modalidade de compra de um carro de segunda mão depende do que o comprador procura de benefícios ou de condições durante a negociação. “O maior problema está na não investigação e conhecimento do histórico do bem que está prestes a adquirir. É importante pesquisar para conhecer mais detalhes sobre o veículo em que está interessado”, esclarece Fernando Masetti, gerente de varejo da Dekra, especializada em inspeções e vistoria de automóveis.
A pedido da CARRO, o especialista traz as principais vantagens e desvantagens de cada uma das modalidades de compra de seminovos e usados existentes no mercado brasileiro.

Aquisição particular

A compra direta com o proprietário – mais conhecida como aquisição via particular – é considerada uma das mais vantajosas por quem procura uma versão de segunda mão. A modalidade oferece como atrativo a possibilidade de negociação direta entre o dono e o interessado, sem intermediários. Como consequência, o comprador pode obter boas condições.

O executivo da Dekra explica que a principal vantagem nessa forma de aquisição é monetária, uma vez que pode-se conseguir bons descontos no preço final do veículo. No entanto, Masetti aponta como ponto negativo a ausência de garantia e procedência do automóvel por parte do proprietário. Nesse caso, o comprador fica mais vulnerável a riscos.
“A recomendação é que sempre seja feita uma vistoria de garantia para se saber o histórico do bem que se pretende adquirir”, orienta. Fernando Masetti destaca que o resultado vindo da inspeção de uma empresa especializada é primordial para auxiliar na tomada de decisão e torna qualquer negociação mais justa e segura.

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Seja qual for a modalidade, a compra direta com o proprietário, nas lojas ou pela internet exige cuidados para evitar riscos aos envolvidos

Nos shoppings e revendedoras

A compra de segunda mão nos shoppings de autos e nas revendedoras é muito diferente se comparada com uma particular, na avaliação de Masetti. Ele destaca que os preços praticados tendem a ser maiores em relação àqueles feitos diretamente com o dono. “Com isso, a flexibilidade de negociação é muito menor porque as lojas dependem das margens de lucro para se manter vivas”, analisa.

Em contrapartida, os estabelecimentos do gênero oferecem como ponto positivo o fato de trabalhar com estoques vistoriados e inspecionados por empresas especializadas. A medida leva em conta o histórico de manutenção e documentação. Além disso, os estabelecimentos também oferecem garantia após a venda.

O procedimento visa também evitar os golpes de adulteração e possíveis fraudes nos modelos à disposição dos clientes. “A prática minimiza o risco e mais despesas com problemas futuros”, explica o gerente da Dekra.

Pela internet

Fernando Masetti adverte: um dos grandes perigos verificados quando se negocia um veículo pela internet é a confiabilidade das informações contidas no anúncio. Em muitos casos, os envolvidos no negócio se expõem a diversos riscos e situações perigosas.

Para evitar esse tipo de circunstância, algumas empresas do setor já oferecem pontos de encontro, com o objetivo de proporcionar a compradores e proprietários um espaço seguro e gratuito para conversações.

“Foi uma forma de pensar no bem-estar do cliente ou do dono do veículo. A Dekra mantém locais iguais a esse em várias cidades”, afirma. Masetti acrescenta que o interessado em comprar pode ainda realizar na hora uma vistoria de garantia no carro negociado, a fim de garantir uma aquisição mais segura e justa.

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