Pista molhada reduz a visibilidade e aderência dos pneus e exige atenção redobrada, ensina especialista da Ford
A condução em pista molhada exige técnica, manutenção em dia e conhecimento dos limites do veículo. Chuva intensa reduz visibilidade, diminui a aderência dos pneus e aumenta o risco de aquaplanagem — cenário comum no verão brasileiro.
Reduza a velocidade e antecipe manobras
Com menor atrito entre pneu e asfalto, frenagens e mudanças de direção precisam ser feitas com antecedência. A orientação é:
- Diminuir a velocidade.
- Aumentar a distância do veículo à frente.
- Evitar ultrapassagens.
- Frear antes de entrar nas curvas, nunca durante.
- Utilizar farol baixo ou de neblina para melhorar a visibilidade.
Em rodovias, a aquaplanagem ocorre com mais frequência acima de 90 km/h. Quanto maior a velocidade, menor o controle do veículo sobre a lâmina d’água.
Pneus e manutenção são decisivos
A segurança começa antes de sair de casa. Verifique regularmente:
- Estado dos pneus, respeitando o indicador TWI.
- Funcionamento dos limpadores de para-brisa.
- Sistema de desembaçamento.
- Faróis e lanternas.
Pneus desgastados perdem capacidade de drenagem e aumentam significativamente o risco de aquaplanagem. O Inmetro classifica a aderência em piso molhado de A a G — pneus com nota A oferecem melhor desempenho em tração e frenagem sob chuva.
Use os modos de condução a seu favor
Modelos equipados com modos de terreno contam com configuração específica para piso escorregadio. Esse modo reduz a sensibilidade do acelerador, ajusta as trocas de marcha e recalibra os controles de tração e estabilidade para minimizar o giro excessivo das rodas.
Como agir em áreas alagadas
Planejamento é fundamental. Sempre que possível, evite rotas com histórico de alagamento. Se for surpreendido por uma tempestade, considere aguardar em local elevado e seguro.
Ao enfrentar trecho alagado:
- Só avance se a água estiver, no máximo, até o centro da roda.
- Mantenha velocidade baixa e constante.
- Não pare no meio da travessia.
Algumas picapes e SUVs preparados para uso off-road suportam maiores níveis de imersão, mas sempre dentro dos limites especificados pelo fabricante.
Se o veículo parar e a água atingir o motor:
- Não tente dar partida.
- Acione o guincho.
- Solicite inspeção do sistema de admissão, combustível, lubrificação e componentes elétricos.
Dar partida com o motor submerso pode causar calço hidráulico e danos graves.
Em caso de flutuação, a recomendação é sair pela janela, evitando abrir as portas, que dificultam a evacuação.
E os veículos elétricos?
Carros elétricos possuem baterias e módulos eletrônicos com alto nível de vedação. Não há risco de choque, pois sistemas de proteção interrompem automaticamente a ligação elétrica em caso de infiltração.
Ainda assim, os limites de submersão devem ser respeitados, conforme o manual do proprietário. A condução em alagamentos segue a mesma lógica dos veículos a combustão: velocidade baixa, constância e sem paradas.
O maior peso da bateria pode inclusive reduzir o risco de flutuação, mas isso não elimina a necessidade de cautela.

