Texto: Marcos Camargo Jr.
A Chery apresentou no mercado chinês o novo Tiggo 7L, uma variação ampliada da família Tiggo 7 que incorpora atualizações mecânicas e novas opções de eletrificação. O SUV chega para reforçar a atuação da marca no segmento de utilitários médios e compactos com sistemas híbridos mais avançados, seguindo a estratégia do grupo de ampliar a oferta de modelos eletrificados.
O modelo compartilha base técnica com o Omoda C7, produto voltado principalmente para exportação. Na prática, a estratégia da fabricante consiste em utilizar a mesma arquitetura e conjunto mecânico em diferentes marcas e mercados, adaptando o posicionamento comercial conforme o público de cada região.
Sistema híbrido com transmissão dedicada
Entre os destaques do Tiggo 7L estão as versões equipadas com motorização híbrida plug-in (PHEV). O sistema combina um motor 1.5 turbo a combustão com propulsão elétrica e utiliza a transmissão DHT (Dedicated Hybrid Transmission), solução desenvolvida para integrar motor térmico e motores elétricos em um único conjunto de gerenciamento.
Esse tipo de sistema permite diferentes modos de operação, alternando automaticamente entre tração elétrica, híbrida ou combinada, conforme a demanda de potência e eficiência energética. A proposta é melhorar consumo, desempenho e autonomia em comparação com sistemas híbridos convencionais.
A bateria de alta capacidade permite rodar até cerca de 95 km em modo totalmente elétrico, dependendo da configuração e do ciclo de medição adotado. Com o motor a combustão atuando em conjunto, o alcance total aumenta significativamente, o que reduz a necessidade de recargas frequentes em trajetos longos.
Esse mesmo conjunto híbrido já aparece em outros modelos do grupo Chery, como Omoda C7, Jaecoo 7 e veículos da marca Jetour, indicando uma estratégia de compartilhamento tecnológico dentro do conglomerado.
Versão a combustão também estará disponível
Além das variantes híbridas plug-in, o Tiggo 7L também poderá ser oferecido com motorização 1.6 turbo a gasolina, voltada a mercados onde a infraestrutura de eletrificação ainda é limitada. Nesse caso, o motor trabalha com transmissão automatizada de dupla embreagem e pode ser associado à tração dianteira ou integral, dependendo da versão.
A combinação busca manter o desempenho competitivo dentro do segmento, ao mesmo tempo em que preserva a flexibilidade de oferta em diferentes regiões do mundo.
Diferenças em relação aos modelos vendidos no Brasil
Apesar de integrar a mesma família Tiggo, o novo Tiggo 7L utiliza um sistema híbrido mais recente que não está presente nos modelos comercializados atualmente no Brasil pela Caoa Chery.
Enquanto o Tiggo 7 Pro Plug-in Hybrid vendido no país utiliza uma configuração híbrida desenvolvida para mercados globais da marca, o Tiggo 7L adota uma evolução tecnológica que inclui nova gestão térmica da bateria, arquitetura elétrica revisada e transmissão híbrida DHT atualizada.
Esse conjunto foi projetado para otimizar a transição entre os modos elétrico e a combustão, além de melhorar eficiência energética e resposta do sistema híbrido.
Chances de chegada ao Brasil são pequenas
Apesar da relevância do projeto dentro da estratégia global da Chery, a chegada do Tiggo 7L ao mercado brasileiro é considerada improvável no curto prazo. O portfólio da Caoa Chery já conta com o Tiggo 7 Pro e sua versão híbrida plug-in, que ocupam o mesmo posicionamento dentro do segmento de SUVs médios.
Assim, o Tiggo 7L tende a permanecer restrito a mercados asiáticos e a regiões onde as marcas Omoda e Jaecoo operam diretamente com a estratégia global do grupo. Ainda assim, o modelo indica o caminho tecnológico que a Chery pretende seguir na próxima geração de seus SUVs eletrificados.




