Chevrolet Sonic RS: um subcompacto cupê com foco na eficiência

Modelo combina estilo cupê, motor 1.0 turbo flex e um pacote recheado de tecnologia e assistências ao condutor para disputar espaço acirrado entre os SUVs subcompactos

Um design moderno, estiloso, tecnológico e com posição elevada ao dirigir. Tudo o que a gente procura num SUV está no subcompacto Chevrolet Sonic, o novo cupê da marca, que vem pra brigar num mercado que está ganhando espaço e tem concorrentes como Fiat Pulse, VW Tera, Renault Kardian e agora o Jeep Avenger.

A Chevrolet posiciona o Sonic entre Onix Activ e a Tracker, dando ao modelo uma carroceria de perfil cupê. A posição elevada e os 20 cm de vão livre preservam a praticidade esperada de um SUV urbano. A versão que testamos foi a topo de linha e a mais esportiva: RS.

Design por fora e por dentro

São 4,23 m de comprimento, 1,77 m de largura e 1,53 m de altura. A traseira inclinada é o principal elemento visual, enquanto a dianteira estreia a nova identidade da Chevrolet. O vidro traseiro mais inclinado reforça o caráter arrojado, mas sempre pensando na praticidade de um SUV, com boa área envidraçada e posição de dirigir elevada. Na RS, elementos escurecidos reforçam o caráter esportivo.

No cockpit, o painel reúne quadro digital de 8 polegadas e multimídia de 11 polegadas. Há materiais macios em áreas de contato, bancos com revestimento premium e boa ergonomia. A RS usa acabamento preto, costuras e cintos vermelhos.

O entre-eixos de 2,551 m oferece espaço adequado para cinco ocupantes. A traseira cupê pode reduzir a altura disponível no banco posterior. O porta-malas tem 392 litros.

Motor e transmissão

O motor 1.0 turbo é três-cilindros, equipado com injeção direta e produz 115 cv de potência. O torque é de 18,9 kgfm com etanol entre 1.800 e 3.500 rpm. Segundo a Chevrolet, o Sonic faz 0 a 100 km/h em cerca de 10 segundos e 80 a 120 km/h em aproximadamente 8 segundos. Um modelo ágil no trânsito e muito bom na estreada.

Completando o trem de força, trabalha com câmbio automático de seis marchas, um conjunto que prioriza trocas suaves, mas reduz ou segura marchas quando solicitado. Com 1.139 kg, o baixo peso ajuda no desempenho e no consumo.

Pelo ciclo do Inmetro informado pela Chevrolet, o Sonic chega a 14,8 km/l com gasolina e 10,4 km/l com etanol em rodovia. Baixo peso, aerodinâmica, pneus de baixa resistência e Stop/Start ajudam a explicar o resultado.

Falando em suspensão, o Sonic usa molas, amortecedores e direção elétrica com calibração específica. O acerto busca absorver irregularidades mantendo a carroceria controlada. O Cx de 0,35 também contribui para eficiência e estabilidade.

Tecnologia e segurança

O Chevrolet Sonic estreia a nova geração do sistema Chevrolet Intelligent Driving da marca, com um conjunto de assistentes de segurança que monitora em tempo real o ambiente ao redor do automóvel por meio de uma câmera frontal de alta resolução, com área de cobertura ampliada em relação à geração anterior, capaz de identificar veículos, pedestres e ciclistas, contribuindo para prevenir acidentes.

Ainda sobre segurança, são seis airbags, frenagem automática de emergência, alerta de colisão, detecção de pedestres e ciclistas, ponto cego e assistentes de faixa. OnStar, Wi-Fi, Android Auto e Apple CarPlay sem fio, carregador por indução e Easy Park na RS completam o pacote.

Concorrentes diretos da versão RS

Podemos dizer que por ser uma configuração mais tipo de linha, a versão RS concorre com Volkswagen Nivus e Fiat Fastback. O Sonic aposta em segurança, conectividade e eficiência. No lançamento, custa R$ 129.990 na Premier e R$ 135.990 na RS, entrando em uma faixa disputada.

Vale a pena?

É uma opção equilibrada para quem busca SUV compacto automático, econômico e bem equipado, mas quer fugir do desenho tradicional. O motor não lidera em potência e o porta-malas não é o maior, mas o conjunto compensa com baixo peso, bom acerto e conteúdo tecnológico.

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