Com novo motor, Hyundai HB20S Diamond Plus anda na frente dos concorrentes em aceleração e economia de combustível
Esqueça aquele motor turbo que a Hyundai lançou na linha HB20 em 2016. Este 1.0 3-cilindros TGDI flex, que estreia junto com a (polêmica) reestilização dos compactos da marca coreana, aposenta o reservatório de gasolina da partida a frio, tem injeção direta, comando de válvulas variável tanto na admissão quanto no escapamento e se vale da adoção de sistema stop-start para consumir menos na cidade.
Por tudo isso, é totalmente diferente do antecessor em entrega de desempenho. Em vez de 105/98 cv (E/G) de potência, o novo motor TGDI entrega 120 cv com ambos os combustíveis a 6.000 rpm. A oferta de torque também cresceu bastante: de 15/13,8 kgfm para 17,5 kgfm, seja com etanol ou gasolina, a 1.500 rpm.
Para entender o porquê disso, basta apertar o pedal da direita no Hyundai HB20S Diamond Plus, nova variante topo de linha do sedã da marca. As respostas ao acelerador são prontas, sem lag, e há disposição de sobra não só em baixas rotações como também nas altas.
Se comparado ao topo de linha anterior, com motor de aspiração natural de maior cilindrada, o novo HB20S Turbo o supera significativamente em prazer ao dirigir. Também contribui para tal sensação o novo acerto da suspensão, mais firme e refinado que o anterior, que priorizava apenas o conforto. A direção continua leve e rápida, mas parece estar mais firme em alta velocidade. As rodas de liga leve são novas, mas a medida 185/60R15 dos pneus continua a mesma.
Quando comparado aos seus concorrentes diretos de mesma configuração, o HB20S traz o equilíbrio mais afinado de trem de força. Seu câmbio automático de seis marchas não tem a indecisão do Onix Plus Turbo em baixa nem os trancos do Virtus TSI sob maior demanda de aceleração. Nesta versão Diamond Plus, ainda há borboletas atrás do volante para mudanças manuais.
Em consumo de etanol, vitória clara do Hyundai: média PECO de 11,0 km/l (8,5 km/l na cidade e 14,0 km/l em rodovia), contra 10,5 km/l do Virtus TSI (8,5 km/l na cidade e 13,0 km/l em rodovia) e 10,3 km/l do Onix Plus (8,1 km/l em perímetro urbano e 12,9 km/l no rodoviário).
Acabamento se destaca
Ao contrário do Onix Plus, o novo HB20S não “saltou” de categoria na virada de geração: ele continua com 4.260 mm de comprimento, ou cerca de 20 centímetros menos que o rival da GM, herdeiro do Prisma e posicionado mais próximo em medidas externas aos sedãs médios. Na verdade, o Hyundai usa a mesma plataforma da geração anterior, mas em versão ampliada. São 30 mm a mais no entre-eixos e 40 mm na largura – alterações focadas no espaço interno, antes ponto fraco tanto no hatch quanto no sedã. Os passageiros do banco traseiro ganharam 47 mm a mais no vão para as pernas, mas ainda assim o espaço está aquém do que Virtus e Onix Plus oferecem. Já o porta-malas ganhou 25 litros, passando a 475 litros no total.
Já o acabamento não tem nem discussão: o Hyundai é convincentemente superior ao dos adversários mais vendidos. O consumidor brasileiro pode estranhar as opções de interior em cinza mais claro, mas nesta versão a forração dos bancos em couro perfurado e a qualidade dos revestimentos do painel e das portas agradam bastante. Assim como o trem de força, condiz com o valor na etiqueta.
Fotos: Renan Senra
