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Peugeot reduz produção na Argentina após queda na demanda; 208 e 2008 sentem impacto

Texto: Marcos Camargo Jr.

A Stellantis iniciou um ajuste na produção da Peugeot na Argentina que afeta diretamente os modelos Peugeot 208 e Peugeot 2008. A fábrica de El Palomar, na província de Buenos Aires, passará a operar com apenas um turno a partir de maio, após queda na demanda e nas exportações.

A unidade é responsável por boa parte do abastecimento desses modelos para o Brasil, principal mercado da operação.

Produção é reduzida após sequência de paralisações

A decisão ocorre após meses de instabilidade na produção, com férias coletivas e interrupções entre o fim de 2025 e o início de 2026.

Segundo a imprensa argentina, o movimento é tratado como um reequilíbrio da produção diante de um cenário mais fraco tanto no mercado interno quanto nas exportações.

Na prática, a eliminação de um turno reduz de forma direta a capacidade produtiva da planta.

Exportações para o Brasil pressionam operação

O principal fator para o ajuste é a queda nas exportações para o Brasil, destino prioritário dos veículos produzidos na Argentina.

Com a maior concorrência no mercado brasileiro — especialmente com a chegada de modelos importados e eletrificados — a absorção de veículos argentinos diminuiu ao longo dos últimos meses.

Esse cenário impacta diretamente modelos de volume como 208 e 2008.

O Peugeot 208 é hoje o principal produto da marca no país e um dos mais afetados pela redução de produção. Atualmente, o hatch é vendido nas versões Active, Style, Allure e GT com motores 1.0 aspirado e turbo da Stellantis.

O modelo disputa diretamente com Volkswagen Polo, Chevrolet Onix e Hyundai HB20, segmento que tem passado por forte pressão de preços.

Já o Peugeot 2008 atua no segmento de SUVs compactos, com foco em versões mais equipadas.

A linha atual inclui as versões Allure e GT sempre com motor 1.0 turbo (T200).

Além da retração nas exportações, o mercado argentino também registra queda nas vendas.

Dados locais apontam recuo superior a 30% nos licenciamentos da Peugeot no início de 2026, o que reduz ainda mais a necessidade de produção.

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