Chevrolet Chevette 1975 fez a cabeça de um jovem de 13 anos que mais tarde o comprou e restaurou nos mínimos detalhes
Texto: Rafael Poci Déa
Foto: Saulo Mazzoni
O Chevette teve carrocerias sedã de duas ou quatro portas, hatchback, perua Marajó e picape Chevy 500 (o número fazia alusão à capacidade de carga). Teve também versão esportiva, além das configurações limitadas Ouro Preto, País Tropical e a curiosa Jeans com revestimento interno de brim azul. A trajetória de sucesso durou até 1993, com algumas reestilizações ao longo do tempo.
O primeiro carro compacto da Chevrolet tem até hoje uma legião de fãs, como o comerciante Adalberto Ademar de Andrade, proprietário desta versão Luxo 1975/1975 de cor Amarelo Trigo. Entre seus destaques estão o raro acabamento de jacarandá no painel, janelas traseiras basculantes, carpete e frisos cromados nos para-lamas. “O carro pertencia ao meu padrinho, que era mecânico especializado em Chevrolet. Tinha 13 anos quando vi esse Chevette pela primeira vez”, relembra.
O modelo, que orgulhosamente estampa a capa do livro do Chevette, também já participou de filmagens e de um evento oficial da fabricante, além de ter rodado no Campo de Provas da Cruz Alta, em Indaiatuba (SP). “Andei na pista circular e cravei 140 km/h”, comemora.
Com somente quatro chuvas no currículo e poucos 13 mil km rodados nesses 17 anos desde que a restauração foi concluída, o Chevette sai apenas uma vez por mês. Um dos passeios é frequentar os encontros de antigos e reunir os amigos. Adalberto é um dos membros mais antigos do Chevette Clube do Brasil, fundado em dezembro de 1997 e soma mais de 35 mil seguidores nas redes sociais (Facebook e Instagram) permitindo a troca de informações com todo o Brasil e outros países, como Holanda, Inglaterra, EUA, Japão, entre outros. O Chevette Clube (chevetteclubedobrasil.com.br) também é reconhecido pelo Chevrolet Clube do Brasil de Carros Antigos e membro dos Clubes Irmãos Chevrolet.

