Com o mesmo motor do restante da gama, a versão de entrada do Jetta traz o motor 1.4 turbo de 150 cv de potência, câmbio automático de 6 marcha, e custa R$ 99.900

Foto: Renan Senra

O Volkswagen Jetta, atual 4° lugar no ranking dos sedãs mais vendidos até o final de abril, com 3.856 emplacamentos, está prestes a ganhar a versão mais esperada da gama, com o motor 2.0 TSI, batizado de GLI, que vem com 230 cv de potência e 35,7 kgfm de torque. Mas enquanto não chega, testamos a versão de entrada do sedã, que custa R$ 99.990.

O sedã alemão, importado do México, tem motor 1.4 TSI de 150 cv de potência e 25,5 kgfm de torque, o câmbio é automático de 6 marchas. Suas medidas são: comprimento de 4.702 mm, largura de 1.799, altura de 1.474 mm, distância entre-eixos 2.688 mm e porta–malas de 510 litros, pesando um total de 1.331 kg.

No que diz respeito a itens de série, traz como destaque ar-condicionado digital duas zonas, banco traseiro bipartido, Isofix, controles eletrônicos de estabilidade e tração, assistente de saída em rampas, seis airbags (contando com os obrigatórios frontais) e central multimídia com tela tátil de 10,2 polegadas com emparelhamento Android Auto e Apple CarPlay, e possui uma entrada USB. A partida é feita por chave do tipo canivete.

O Jetta traz ainda faróis em LED, sensores de estacionamento dianteiros e traseiros, volante com ajuste apenas de altura — sem borboletas para trocas manuais — e rodas de aro 16. O sedã não possui banco ou qualquer revestimento em couro.

Em movimento

Em todos os níveis de aceleração na pista de teste, em Limeira (SP), indo até a velocidade máxima de 180 km/h, o carro da Volkswagen alcançou marcas expressivas para um sedã médio. Seu tempo de 0 a 100 km/h em 8,6 segundos, o do Honda Civic EX, por exemplo, é feito em 10,4 segundos. Em retomadas, o desempenho do Jetta também foi muito bom, no 40 a 100 km/h, o alemão demorou 6,4 segundos, enquanto o Civic faz o mesmo em 7,9 segundos.

Em contrapartida, no que diz respeito à frenagem, ainda comparando com o Civic EX, o Jetta foi bem inferiuor em todas as medições, como no caso de 100 km/h até a parada total, em 36,8 metros no Civic, enquanto o Jetta faz o mesmo em 40,7 metros. A distância de frenagem fica quase 10 metros de diferença dos 180 km/h até à imobilidade, feita em 124,2 metros no caso do japonês, e 133,9 metros no alemão; os dois modelos possuem disco ventilado na dianteira e disco na traseira. Reforçamos que o Civic possui pneus215/50R17, enquanto o Jetta vem com pneus205/60R16. Portando, o pneu da Honda tem mais área de contato.

Em relação a consumo, o Jetta, que registrou 7,4 km/l e 11,7 km/l em ciclo urbano e rodoviário.

O desempenho do Jetta em baixas rotações é realmente notável, agradável nas trocas de marchas, com um motor muito eficiente, entregando bastante precisão e agilidade nas respostas. Porém, a sétima geração do Jetta perdeu o refinamento da suspensão traseira multibraço para adotar eixo traseiro de torção, o que foi um dos pontos mais negativos dessa troca de gerações. Uma economia desnecessária e inesperada da Volkswagen.

No interior

Dentro da cabine, o modelo é totalmente escuro, passando a impressão de ser menor do que realmente é. O painel tem materiais macios, mas nada de couro nos bancos, nem no acabamento volante – que ganhou acabamento em prata. O 250 TSI traz de série retrovisores elétricos, mas a visibilidade poderia ser um pouco melhor.  O espaço no assento traseiro é muito bom, com bastante espaço para pernas, joelhos e ombros dos passageiros, só senti falta das saídas de climatização para os passageiros.

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