Acabou a espera: a sétima geração do Volkswagen Golf começou a ser vendida no Brasil. Importado da Alemanha, o hatch desembarca por aqui em duas versões: Highline, com motor 1.4 TSI de 140 cv e 25,5 kgfm de torque, e o cobiçado GTI, cujo motor 2.0 TSI produz 220 cv e 35,7 kgfm — ambos movidos somente a gasolina.

O Golf Highline será oferecido em quatro versões: Standard, Elegance, Exclusive e Premium — todas podem ser equipadas com câmbio manual de 6 marchas ou DSG (dupla embreagem) de 7 velocidades. O GTI, por sua vez, será vendido nas versões Elegance, Exclusive e Premium, e o motor 2.0 TSI fará par somente com o câmbio DSG de 6 marchas.

Temos uma notícia boa e outra ruim em relação ao modelo esportivo: a boa é que ele oferece de série a tradicional forração interna em tecido quadriculado. A ruim é que, ao menos por enquanto, a versão duas portas do hatch (admirada pelo design esportivo) não é cogitada para o mercado brasileiro por enquanto.

De acordo com a fabricante, todas as versões serão equipadas com ar-condicionado digital de duas zonas, direção, touch screen de 5,8”, direção com assistência elétrica, 7 airbags, freios com ABS e controle de estabilidade (ESP), diferencial com escorregamento limitado, sensor de estacionamento dianteiro, traseiro e de chuva, start-stop, trio elétrico, entre outros.

Em adição da lista de itens de série da versão Standard, a Elegance ganha GPS, abertura do veículo por chave presencial, acionamento do motor por botão e rodas de liga leve de aro 17”. Já a Exclusive inclui na lista bancos de couro com aquecimento e faróis de xênon com luz diurna de led, enquanto o pacote Premium incorpora ajustes elétricos dos bancos, detector de fadiga e sistema Pro-active.

Segundo a marca alemã, a versão Highline Standard “custará menos de R$ 70.000”, porém, conforme apuraramos, a versão de entrada custará R$ 68.000, preço sugerido que subirá para R$ 71.363 quando equipado com o câmbio DSG. A versão GTI, por sua vez, partirá de R$ 97.402. Os preços oficiais deverão ser divulgados amanhã (7). 

E o seguro?

O valor do seguro sempre foi um dos pontos críticos do Golf. Na cotação que realizamos com nosso perfil, o valor cobrado pela versão Highline DSG foi R$ 4.719 — quase R$ 1.500 a mais que o de um Honda Civic LXR 2.0, versão completa do sedã japonês. Para segurar a versão GTI, o proprietário desembolsará  R$ 6.212, ou R$ 449 a mais que o cobrado por um BMW 125i M.

Como é andar no novo Golf

O primeiro contato com o Golf é agradável. Na parte externa, além do design moderno, chama a atenção como o espaçamento mínimo entre as chapas da carroceria passam a sensação de qualidade. E a percepção não é diferente no interior: embora a identidade visual torne-o “comum” para quem conhece os atuais modelos da VW, o nível de acabamento e qualidade dos materiais utilizados são elevados.

Uma característica marcante no Golf é comum a quase todos os VW: a boa posição de dirigir. As regulagens de altura do banco, além da altura e profundidade do volante, permitem com que o motorista encontre com facilidade a sua melhor posição de conduzir. E o entre-eixos de 2,63 m (12 cm mais longo que o Golf “4 e meio”) permite bom espaço para os ocupantes do banco traseiro. O porta-malas é de 330 litros, 8 a mais em relação ao modelo vendido no Brasil até então.

As impressões tornam-se ainda mais positivas quando o motorista começa a dirigir o hatch. O Golf passa imediatamente para o motorista a sensação de segurança na hora de dirigir. O trabalho da suspensão mostra boa dose de conforto, sem abrir mão da ótima estabilidade e dirigibilidade, enquanto a direção é direta. O sistema de freios também mostrou ótimo desempenho e passa confiança ao motorista. Na prática, a soma dessas características significa que o hatch é o tipo de automóvel que agrada tanto quem aprecia condução calma quanto esportiva. Como sempre foi.

Números na pista

O Golf VII surpreendeu na pista. Em conjunto com o câmbio DSG, o eficiente motor 1.4 TSI, munido de tecnologias como turbo, injeção direta de combustível e duplo comando de válvulas variável, permitiu que a versão Highline do acelerasse de 0 a 100 km/h em 8s6. A retomada de 60 km/h a 120 km/h em 7s6 também é animadora para a categoria. O Ford Focus hatch 2.0 16V automático cumpre as mesmas tarefas em 11s6 e 13s3, respectivamente. E a medição de consumo de combustível foi igualmente animadora no VW: realizou 11,4 km/l em ciclo urbano e 16,3 km/l em rodovias.

A diferença na frenagem é grande a favor do VW: para estancar vindo de 100 km/h, o Golf Highline percorreu somente 32,4 m, enquanto o Ford Focus 2.0 16V automático só atingiu a imobilidade após 41,1 m.

E se a versão Highline surpreendeu dinamicamente, é possível esperar que o GTI tenha sido ainda mais impressionante, correto? E foi mesmo: com o controle de largada ativo, o modelo partiu da imobilidade aos 100 km/h em nada menos que 6s5. Um Mitsubishi Lancer Evolution X, com tração integral, câmbio de dupla embreagem e cujo motor que gera 75 cv e 2 kgfm de torque a mais, cumpriu a mesma prova em 6s0 — e estamos falando de um veículo derivado das competições de rali.

A retomada de 60 km/h a 120 km/h do GTI foi ainda mais rápida que a do EVO X: precisou de apenas 5s3, ante 5s5 do Mitsubishi. Porém, ao contrário do esperado, o sistema de freios do Golf esportivo mostrou desempenho inferior ao da sua versão comum: consumiu 37,5 m para atingir a imobilidade, vindo de 100 km/h. Ainda assim, sua frenagem foi mais curta que o rival japonês — parte disso, devido à diferença de pesos: 1.317 kg no modelo de origem alemã e 1.590 kg no caso do sedã nipônico.

Bonito, repleto de tecnologia, confortável e com ótimo desempenho, o Golf chega no mercado brasileiro como um grande destaque no segmento. Sinal de que a concorrência terá de se movimentar…

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