Fomos até a Alemanha conhecer de perto a terceira geração do Cayenne, que chega ao Brasil no segundo semestre de 2018

O Cayenne está mais 911 do que nunca. Em sua terceira geração, o modelo traz novidades que poderiam credenciá-lo a inaugurar uma nova sigla entre os SUV:  a de veículo utilitário super esportivo. Pudemos conhecer em primeira mão a novidade da Porsche em um workshop técnico realizado no campo de provas de Grevenbroich, a 30 quilômetros ao sudoeste de Düsseldorf, na Alemanha.

Neste primeiro momento, andamos somente como copiloto nas versões S e Turbo, pois as unidades ainda eram modelos utilizados na fase final de desenvolvimento. Elas estavam com camuflagem leve, que tentava passar a impressão de se tratar de um modelo da segunda geração.

Mesmo sem os disfarces, as linhas do novo Cayenne remetem ao modelo anterior. Mas, apesar da evolução no visual ter sido contida, o Cayenne é um modelo construído do zero. Ele utiliza a plataforma modular do grupo Volkswagen para veículos com motor longitudinal.

O Cayenne cresceu 63 milímetros no comprimento (4,91 metros ao todo) e outros 5 mm na largura (1,98 m). O entre-eixos manteve-se inalterado (2,89 m), enquanto a altura foi reduzida em 9 mm (1,69 m). O porta-malas ganhou mais 100 litros de volume (770 l).

O SUV perdeu até 65 kg na comparação com o antecessor. Isso foi possível graças ao uso massivo de alumínio e aços especiais na estrutura e partes móveis da carroceria.

O grande destaque do novo interior é a central multimídia com tela sensível ao toque de 12,3 polegadas. Com resolução full HD, ela traz uma série de recursos on e offline. Ao escolher um hotel como ponto de interesse da navegação por GPS, o motorista pode, por exemplo, consultar opiniões de hóspedes diretamente na tela.

A nova arquitetura eletrônica do carro também permitiu a evolução do sistema de comandos por voz. Se o motorista disser algo como “estou com frio”, o carro aumenta automaticamente a temperatura do ar-condicionado.

O Cayenne traz três opções de motores a gasolina: 3.0 V6 (340 cv), 2.9 V6 biturbo (440 cv), e 4.0 V8 biturbo (550 cv). O câmbio é automático Tiptronic S de oito marchas em todas versões. De acordo com a Porsche, o topo de linha é capaz de acelerar de 0 a 100 km/h em 4s1.

No percurso no asfalto, impressiona a capacidade de contornar curvas do Cayenne Turbo, assim como a potência dos novos freios com revestimento de carboneto de tungstênio, mais eficientes do que os do tipo convencional.

Item já presente no irmão Panamera, o aerofólio retrátil agora faz sua estreia no Cayenne. O primeiro grau de inclinação (20 mm) é ativado acima de 160 km/h. Também conta com uma função para auxiliar em frenagens de emergência — a 250 km/h, o arrasto extra gerado pelo aerofólio na altura máxima (80 mm) é capaz de diminuir o espaço de frenagem em até 2 metros, segundo a fabricante.

No off road, Cayenne também evoluiu, com a opção de quatro modos de tração específicos para terrenos difíceis (lama, cascalho, areia e pedras). A capacidade de transposição de trechos alagados agora é de 500 mm.

O Cayenne começa a chegar às lojas alemãs este ano, por preços que variam entre 74.828 euros (versão de acesso) e 138.850 euros (Turbo). A estreia no Brasil está prevista para o segundo semestre de 2018.

Viagem a convite da Porsche Brasil

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