A Peugeot iniciou as vendas da linha 2014 do 408. Entre as principais novidades do modelo estão o novo conjunto de buchas da suspensão, para tornar o trabalho do sistema mais suave, e o câmbio automático de 6 marchas para substituir o componente de 4 velocidades oferecido até então. Além das modificações mecânicas, o preço da versão Allure foi reajustado para R$ 65.990 (R$ 2.000 a mais que na linha 2013). O motor 2.0 16V bicombustível permanece inalterado, produzindo 151 cv e 22 mkgf de força quando abastecido com etanol. 

O novo câmbio de 6 marchas é o mesmo utilizado em conjunto com o motor 1.6 THP — oferecido na versão topo de linha do 408 (Griffe), além do RCZ e 3008. Porém, apesar de moderno, em nossos testes, o novo componente não mostrou melhorias expressivas. A configuração com a caixa de marchas mais moderna, por exemplo, cumpriu a aceleração de 0 a 100 km/h em 11s2, enquanto o componente aposentado permitia ao sedã realizar a mesma prova em 11s7. Na retomada de 40 a 100 km/h a novidade fez valer as marchas adicionais o permitiram cumprir a prova em 8s7, ante 10s0 do modelo antigo, porém, houve empate na retomada de 80 km/h a 120 km/h, com 11s2 nos dois casos.

O consumo de combustível também apresentou melhorias, embora discretas: a média  do Peugeot 408 passou de 5,0 km/l com etanol em ciclo urbano para 5,4 km/l. Em rodovias, a diferença foi menor: diminuiu de 9,5 km/l para 9,7 km/l.

Embora seu conjunto motriz não lhe permita ter desempenho brilhante, o Peugeot 408 é dotado de diversas qualidades, começando pela sua ampla lista de itens de série. A versão Allure contempla ar-condicionado de duas zonas com saída para os bancos traseiros, direção elétrica, piloto automático, rodas de liga leve de ar o 16”, sistema de som com Bkuetooth e viva voz, airbag duplo, freios  ABS, além de amplo espaço interno e porta-malas de 510 litros.

Ao volante

Apesar das mudanças na suspensão, o comportamento do Peugeot 408 permanece o mesmo. Isso significa que ele é firme e, em conjunto com os pneus 205/45 montados em rodas de aro 16″, oferece altíssimo nível de aderência em curvas. Apesar da pegada curiosamente instigante para atacar curvas, o sedã aparentou superar as imperfeições do asfalto sem emitir tantos ruídos proveniente do trabalho dos amortecedores e molas.

O câmbio de 6 marchas (com opções de trocas manuais na alavanca) realiza as trocas com prontidão. Porém, se o componente com 4 velocidades aparentava ofuscar o desempenho do motor 2.0 16V, a nova transmissão passa a sensação oposta, ou seja, “sobra” câmbio e falta motor. Agora, embora as reduções e trocas sejam realizadas com prontidão, o motor começa a mostrar que um pouco mais de força lhe seria bem vindo — embora seu rendimento não possa ser considerado ruim. 

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