Ghibli é o nome do vento cálido que sopra no Saara e chega ao Mediterrâneo. Mas o novo Maserati Ghibli está mais para furacão do que para vento cálido! O carro é uma das máquinas mais modernas, sofisticadas e potentes feitas pela tradicional marca italiana. Tive o privilégio de ser a única jornalista brasileira a avaliar o carro na Itália, em seu primeiro teste mundial. O cenário era de romance: roteiro de um dia pela Toscana, em diversos tipos de estrada. O meu romance foi com esse bólido!

O Ghibli concorre em estilo e desempenho com os cupês de quatro portas da Audi, BMW, Mercedes-Benz e Porsche. Ele chegou à Europa em agosto e, em setembro, aos Estados Unidos. No Brasil, ainda não há data definida de lançamento, de acordo com Harald J. Wester, presidente e CEO da Maserati SpA. Ele adiantou que no mercado americano o Ghibli será vendido a partir de US$ 65 000.

Como um Júlio César da indústria automotiva, o Ghibli tem a missão de conquistar mercados. A Maserati pretende produzir 50 000 unidades (de todos os modelos) até 2015. No pelotão da frente irá o Ghibli, com a meta de ser um marco na história de 99 anos da marca. Comparado com o irmão Quattroporte, lançado no Salão de Xangai, o Ghibli é 50 kg mais leve, tem 173 mm a menos na distância entre-eixos e 291 mm no comprimento.

Vamos logo saber como foi rodar por essa região incrível, próxima a Florença. Primeiro, ressalto que os seus motores a gasolina são feitos pela Ferrari, na fábrica de Maranello. A gama de versões oferece dois motores a gasolina e um turbodiesel. A mais comportada tem um V6 biturbo 3.0 e 330 cv de potência. No entanto, foi a versão esportiva Ghibli S, com 410 cv de potência, que disparou corações, devido à estúpida aceleração de 0 a 100 km/h em 4s8 e máxima de 284 km/h.

Pena não ter sido possível atingir essa velocidade, justamente nas estradas onde passa o Rali de San Remo: havia muitos radares. Mas não faltou emoção! Só o som arrebatador do escapamento já era um autêntico parque de diversões, rosnando como o esportivo italiano que é. Meu amigo, esse ronco ferve o sangue de uma pessoa! 

Com a mesma cavalaria da versão S, adorei o Ghibli S Q4, com tração integral. Você pode fazer o que quiser para tirá-lo do sério, como tentar escorregar em uma curva! As quatro rodas motrizes fornecem uma aderência incrível em qualquer tipo de pavimento, pois no lugar de dividir o torque entre as quatro rodas em piso seco (como é o sistema das marcas alemãs), a tecnologia do Ghibli envia 100% da potência do motor para trás, eletronicamente. Em pisos ruins ou molhados, o torque é dividido igualmente (50:50), apesar de a fábrica afirmar que o Q4 raramente vai enviar mais de 35% (65:35) para as rodas dianteiras. 

Interessante falar também do primeiro motor Maserati a diesel da história: o novo V6 turbodiesel 3.0 com 275 cv de potência. O apelo desse motor é a pouca emissão de poluentes com baixo consumo de combustível, podendo fazer até 16 km/l (dado de fábrica).

Todos os Ghibli utilizam um câmbio automático de oito marchas, mais que perfeito! As mudanças manuais são no volante, com eficientes borboletas. Se o motorista esquecer de mudar as marchas nas “borboletas”, o câmbio volta a funcionar no modo automático, sozinho. O câmbio também pode trabalhar apenas no manual, com a tecla M acionada na lateral da alavanca. Em pisos ruins, a suspensão pode ficar mais macia. Para esportividade, aperta-se a tecla Sport: a suspensão abaixa e ele voa! Ou seja, o novo Ghibli tem mil e uma utilidades. 

É díficil reconhecer qual versão é qual, pois são todas muito similares no exterior e no interior. Fique de olho no emblema Q4 ou nos discos de freios das versões S. A lista de equipamentos de série é longa, revelando todo o conforto e sofisticação, como os bancos de couro Frau, controle de temperatura automático duas-zonas, faróis bixenônio, LEDs de sinalização exterior, câmera de visão traseira, aquecimento e ventilação dos bancos, volante aquecido e tela tátil de 8,4″. Veja alguns opcionais: vidros laterais laminados duplos e som Bowers & Wilkins com 15 alto-falantes e amplificador de 1 280 watts. 

O Ghibli fez história por ter sido o primeiro cupê de 2 portas GT da marca (Tipo 115) com motor V8, lançado em 1966. Giorgetto Giugiaro foi o criador do desenho. Existiu até uma versão conversível, o Aranha, de 1967. Enfim, com o seu charme italiano, um inesquecível ronco do motor, o reverenciado tridente na grade, o Ghibli está de volta, pronto para ser o novo sonho de consumo dos ricos e famosos!

5 estrelas

O Ghibli recebeu cinco estrelas na classificação EuroNCAP de segurança, com vários reforços de estrutura e sete airbags. Seu chassi foi baseado em torno de uma célula de segurança que utiliza diferen­tes ligas de aço e alumínio. Com isso, houve aumento da resistência e redução de peso (distribuído em 50%). A dianteira do chassi é de alumínio, enquanto a traseira é de aço laminado. As quatro portas e a tampa do capô também são de alumínio. Já a travessa do painel é de magnésio ultraleve: exótico!

Maserati Ghibli S
Motor V6 biturbo de alumínio, dianteiro,  longitudinal, gasolina; Cilindrada 2 979 cm3; Cabeçote 4 válvulas por cilindro; Potência 410 cv a 5 500 rpm; Torque 56,1 mkgf a 1 750 rpm; Câmbio automático, 8 marchas; Tração traseira; Rodas liga leve, 18”; Comprimento 4,97 m; Largura 2,10 m; Altura 1,46 m; Entre-eixos 2,99 m; Suspensão dianteira triângulos superpostos; Suspensão traseira multibraço; Porta-malas 500 l; Peso 1 810 kg.

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