A greve dos bancos e os dois dias úteis a menos que setembro teve em relação a agosto foram alguns dos motivos alegados pela Anfavea, entidade que representa as fabricantes de veículos, para a queda de 3,9% na produção e 13% nas vendas de automóveis. Sob outras perspectivas, porém, a indústria automotiva continua ladeira abaixo, a despeito das polêmicas mudanças impostas no comando do governo federal.

Exportação teve leve aumento, mas não ajudou VW
No acumulado do ano foram fabricados e vendidos, respectivamente, -18,5% e -22,8% do que em 2015 (o levantamento da Fenabrave, que reúne as concessionárias, falou em 19,53% de queda). O tradicional (e pequeno) alívio veio nas exportações e na venda de máquinas agrícolas, mas a melhora ainda é tímida diante da retração histórica da indústria automotiva, que deve retornar aos índices de 2006 este ano.

Tais notícias não afetaram o otimismo, que começou há dois meses, do presidente da entidade Antonio Megale. Para o executivo, o mercado deve retomar o crescimento em 2017, algo que o próprio Megale negava que fosse ocorrer até pouco tempo atrás. A entidade também prevê um alta do PIB brasileiro em 1,5% para o próximo ano, valor que supera o previsto pelo FMI e pelo Banco Central.

Os números divulgados hoje pela Anfavea são próximos aos da Fenabrave, que reúne concessionários e revendedoras. Em ambos os casos, destaque negativo para a queda brusca nas vendas da Volkswagen, reflexo direto de uma crise com fornecedores no Brasil. 

Newsletter

Newsletter

Quer ficar por dentro das noticias da Revista Carro em primeira mão?

Receba grátis!

Obrigado!

Pin It on Pinterest

Share This