Mercado premium caiu 27,4% este ano. Série 3 perdeu 39,5% das vendas

Durante a coleção de quedas do mercado no ano passado, havia um segmento que parecia passar ileso (ou ao menos com bem menos sofrimento) pelo período de arrefecimento das vendas: os modelos premium. Sabemos que crises não impactam todos da mesma forma e, na ocasião, imprensa e especialistas explicavam que uma das razões para o segmento premium estar crescendo era a situação financeira do público-alvo (geralmente mais blindada em épocas de retração econômica). 

Entre os modelos premium mais bem sucedidos, Evoque é o que mais caiu

Todavia, aparentemente nem mesmo a condição abastada está garantindo a confiança do consumidor premium em 2016 e o segmento de luxo está enfrentando uma crise pior do que a queda geral do mercado, calculada em 22,8% pela Anfavea, que reúne as fabricantes de veículos. Se somarmos o volume de emplacamentos de automóveis acumulado entre janeiro e setembro deste ano de Audi, BMW, Land Rover e Mercedes-Benz temos um recuo de 27,4%, de acordo com dados da Fenabrave, entidade que representa as concessionárias.

Volume de vendas das marcas premium no acumulado entre janeiro e setembro 

MARCA 2015 2016 VARIAÇÃO
Audi 12.439  8.929 -28,9%
Mercedes-Benz 12.710 8.086 -36,4%
BMW 10.974 8.667 -21,1%
Land Rover 6.363 5.213 -18,1%
TOTAL 42.486 30.895 -27,4%

Em números absolutos, isso significa que até setembro de 2015, o mercado premium havia vendido 42.486 unidades, enquanto em 2016 este período registra 30.895 emplacamentos das quatro marcas citadas. Se considerarmos a média de 3.432 unidades do segmento este ano, podemos prever um decréscimo de 31,1% do mercado premium no Brasil este ano (em relação aos 59.719 emplacamentos acumulados ano passado). 

Classe C, premium mais vendido em 2015, enfrenta queda de 43,8%

Analisando os números por marcas, quem mais está sentindo o peso da crise é a Mercedes-Benz. Até o momento, a companhia de Stuttgart arcou com uma queda de 36,4% nas vendas de automóveis. Seu best-seller, o Classe C, é sedã alemão premium que mais retraiu entre os carros-chefes das três conterrâneas. Foram somente 3.044 unidades emplacadas dele até setembro, bem abaixo das 5.413 do mesmo período do ano passado, sempre segundo a Fenabrave.

Carro-chefe da Audi, A3 Sedan também sofre com crise

A Audi, que ano passado comemorou a conquista do topo das marcas premium mais vendidas no país, também não está tão feliz em 2016. A companhia registra recuo de 28,9%, praticamente o mesmo impacto negativo que seu modelo mais vendido, o A3 Sedan, sofre (foram 3.194 unidades vendidas dele até agora ante as 4.431 de 2015). Já a BMW, a que menos cresceu em 2015, caiu 21,1% até agora, e o Série 3 amarga uma queda de 39,5% nas vendas (2.893 unidades contra 4.778 ano passado).

Volume de vendas de modelos premium no acumulado entre janeiro e setembro 

MODELO 2015 2016 VARIAÇÃO
A3 Sedan 4.431 3.194 -28%
Classe C 5.413 3.044 -43,8%
Série 3 4.778 2.893 -39,5%
Evoque 3.280 1.487 -54,7%

A cota britânica do segmento premium segue a onda da crise dos alemães. A Land Rover está enfrentando um decréscimo de 18,1% em suas vendas e o Evoque é o modelo premium (entre os carros-chefe) que mais sofre, já que até agora seus emplacamentos caíram mais da metade em relação a 2015: são apenas 1.487 unidades vendidas até agora este ano, contra 3.280 no mesmo período do ano passado.

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