Urbano como um hatch médio, novo integrante da linha X não tem qualquer vontade de ser um SUV

Apesar do termo ser cada vez menos usado para rotular um carro que mescla diferentes vertentes, a classificação “crossover” é a melhor definição para o BMW X2. Mas a fabricante prefere chamá-lo pela sigla SAC (Sport Activity Coupé, ou “cupê de atividade esportiva”). Construído sobre a mesma plataforma de MINI Countryman e BMW X1, o modelo guarda bem mais semelhanças com um hatch médio, tanto ao volante (apesar da posição de dirigir ser alta como em qualquer SUV da linha X) quanto em seu visual.

Revelado no Salão de Detroit em Janeiro, o X2 é 6 cm mais curto que o X1 (4,36 m contra 4,43 m) e 9 cm mais baixo (1,52 m contra 1,61 m), mas tem bitola dianteira 3 milímetros maior (1,563 m contra 1,561 m), medida adotada para diminuir mais seu centro de gravidade.

"Duplo rim" invertido na grade quebra regra da BMW

O desenho da carroceria do X2, aliás, também quebra propositalmente algumas regras de estilo da marca bávara. Na grade dianteira, o famoso “duplo rim” da BMW está invertido, com a base dos elementos trapezoidais mais larga que o topo. A “assinatura Hoffmeister” nas janelas das portas traseiras também não é tratada da mesma maneira que nos demais modelos da marca, mas vem acompanhada de uma homenagem a esportivos do passado como o 3.0 CSL e o 2000 CS: o emblema da BMW na base da coluna C.

Coluna C traz homenagem a esportivos da marca

Rebelde gentil
No test-drive promovido pela BMW à imprensa em estradas do interior de São Paulo, deu para perceber que o habitat natural do crossover são as rodovias – de preferência, as mais sinuosas. Esqueça qualquer parentesco com os SUVs mais leves da marca: a suspensão firme, os pneus 225/45 R19 e a distância de 13,1 cm do ponto mais baixo da carroceria ao solo denotam que este modelo não tem pretensão alguma em encarar caminhos fora do asfalto.

Mais curto e baixo que o X1, o X2 é um "estranho no ninho" na gama

O trem de força adotado também se mostrou mais do que suficiente para empurrar os 1.573 kg do X2 com agilidade condizente com a proposta. Para extrair mais desempenho e tornar o acelerador mais responsivo, ao invés de um câmbio automático, a BMW escolheu para o X2 o Getrag de dupla embreagem e sete velocidades (7DCT-300). Aqui, sem rendições ao passado: a tração é dianteira.

O motor B48, 2.0 de 4 cilindros em linha, gera 192 cv entre 5.000 e 6.000 rpm e 28,5 kgfm de torque entre 1.350 e 4.600 rpm. Pertence à mesma família dos motores B38 (1.5 3-cilindros) usados na linha MINI. Em relação ao predecessor N20, o B38 tem coletor de exaustão fundido no bloco e pistões com menor diâmetro e maior curso (de 84 x 90,1 mm para 82 x 94,6 mm) com objetivo de prover mais torque em baixas rotações.

Motor B48 gera 192 cv e 28,5 kgfm

O BMW X2 chega às concessionárias da marca dia 26 de abril em duas versões: sDrive20i GP (R$ 211.950) e sDrive20i M Sport X (R$ 246.950). A versão topo de linha agrega pacote visual esportivo “M” com alterações nos para-choques, saias laterais, spoiler traseiro, rodas M Sport, e itens de conforto como bancos dianteiros esportivos com ajustes elétricos (de altura, distância e lombar), teto solar elétrico panorâmico, ar-condicionado automático digital com duas zonas, abertura e fechamento das portas e tampa do porta-malas sem chave, e espelhos retrovisores externos com função de memória, rebatimento e aquecimento.

Bancos têm regulagem elétrica na versão M Sport X

À primeira vista, o estranho no ninho da linha X parece ter agradado: em sua pré-venda no Brasil, de acordo com a fabricante, foram mais de 2 mil interessados nas 100 unidades do X2 reservadas para a ação. Claro, todas vendidas.

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