Assim como aconteceu com os modelos coreanos no Brasil, é comum as pessoas torcerem o nariz quando falamos de carros chineses. E esta reação não é exatamente em vão, já que a maioria dos modelos que circulam em nosso país ainda fica devendo em relação à qualidade.

A Lifan está investindo em automóveis mais sóbrios, como foi visto no X60 que já circula no mercado nacional. Agora, a bola da vez da companhia no Brasil é o sedã 530, que só chegará no início do próximo ano e que já a Carro Online já avaliou.

Em um breve teste realizado dentro da fábrica da Lifan, em Chongqing, na China, pudemos notar que o modelo teve um tratamento aparentemente diferenciado frente aos demais veículos da gama. A ideia é enfrentar, no Brasil, carros já consagrados como o Volkswagen Voyage e o Fiat Grand Siena. Entre os concorrentes chineses, quer roubar território do JAC J3 e do Chery Celer. O preço ainda não foi divulgado, mas Lifan terá de ser baixo para conseguir alançar seus objetivos no país.

O visual não nega as origens. O 530, mesmo apresentando linhas agradáveis, deixa claro se tratar de um chinês. Por dentro, não chega a ser surpresa a grande quantidade de plástico, mas, apesar de simples, a aparência agrada.

Com 2.550 mm de entre-eixos (em média, maior que os rivais chineses), o 530 é confortável para o motorista e para os demais passageiros, mas os materiais utilizados poderiam ser melhores. Ok, a ideia é ganhar pontos com preço e quantidade de equipamentos de série oferecidos, mas é importante também demonstrar certo cuidado com a construção e com o acabamento. O porta-malas de 475 litros fica na média dos rivais.

As respostas do carro em relação aos comandos da direção com assistência eletro-hidráulica são boas. Nada surpreendente, mas ao meno começa a deixar de lado aquela característica comum de modelos chineses, de que são confortáveis, mas “moles” demais.

O motor 1.5 lVVT de 103 cv de potência e 13,6 kgfm de torque máximo deixa o veículo de 1.515 kg com força suficiente para ser prático, mas falta um pouco de fôlego em retomadas e acelerações mais longas. Nada que comprometa o sedã, que pode ser considerado o modelo mais da marca chinesa. Vale a comparação com os números dos rivais: o J3 possui um bom motor 1.3 de 108 cv. O Celer, por sua vez, desenvolve os mesmos 108 cv, mas, assim como o 530, é 1.5. O câmbio de cinco velocidades deixa um pouco a desejar, com encaixes não muito precisos, mas com escalonamento favorável para a agilidade.

Dependendo dos equipamentos de série oferecidos e do preço que a marca cobrar, o Lifan 530 poderá ter, sim, sua chance no mercado brasileiro. A fabricante, porém, terá de ser realista em suas expectativas sobre o novo sedã. Ao menos no começo de sua vida por aqui. 

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