Versão básica do compacto da Volkswagen deve itens essenciais de série e peca por não ser tão econômico

Enquanto testava o Novo Polo 1.0, quase não pude ouvir o barulho característico dos três cilindros graças à eficiência acústica. O motor é o mesmo que equipa up! e Gol: entrega 84 cv de potência a 6.250 rpm e 10,4 kgfm de torque a 3.000 rpm. Embora os números de desempenho não sejam empolgantes (em nosso teste de pista, foi de zero a 100 km/h em 15s7), na condução diária, o Polo se mostrou eficiente, capaz de garantir um bom uso urbano.

Apesar da discrição no ruído, o Polo chama a atenção, ainda mais na cor sólida vermelho Tornado, que custa R$ 450. Durante o teste, ao estacionar em frente a uma lotérica, um jovem que aguardava na fila mal esperou eu descer do carro para bisbilhotar o interior e se mostrar empolgado com a novidade. Opções menos chamativas entre as pinturas metálicas saem por R$ 1.450. A única saída para não gastar com pintura é o preto Ninja.

Não se pode negar a semelhança estética com o Gol, mas as comparações devem parar por aí, já que o Polo é fabricado na plataforma MQB-A0, uma variante da utilizada no Golf, que usa aços de alta resistência e nada tem a ver com a PQ24 do Gol, Fox e antigo Polo. Suas dimensões também são maiores: 4,05 m de comprimento, 1,75 m de largura, 1,46 m de altura e 2,56 m de entre-eixos, que garantem o conforto de motorista e passageiros, assim como a bagagem no porta-malas de 300 litros.

Básico demais

O Polo 1.0 peca por não oferecer regulagem de altura e profundidade do volante, que só é oferecido a partir da versão Comfortline. O grande acerto da Volkswagen foi manter os quatro airbags de série em todas as versões, que garantiu cinco estrelas no crash test do Latin NCAP. A suspensão é independente McPherson na dianteira e eixo de torção na traseira e mantém o acerto mais rígido da marca. Os freios são a disco ventilado na dianteira e a tambor na traseira.

Pesando na balança, é notável que o Polo 1.0 12V com câmbio manual de cinco marchas (R$ 49.990) fica muito pelado. O pacote opcional Connect Pack (R$ 2.600) agrega assistente de partida, controle de estabilidade (ESC) e tração, rodas de liga leve 15 polegadas, central multimídia com App Connect e volante multifuncional.

A VW poderia ter colocado de série alguns itens do pacote opcional e assim, ganhar a frente da concorrência, como o multimídia com tela sensível ao toque. Para se ter uma ideia, o Fiat Argo Drive 1.0, com os mesmos itens (porém, sem o ESC), sai por R$ 52.890 e ainda oferece itens ausentes no Polo básico: retrovisores elétricos, câmera e sensor de ré.

É valido ressaltar também que o compacto feito em Betim (MG) acelera 1s1 mais rápido no 0 a 100 km/h do que o hatch de São Bernardo do Campo (SP). Acima de tudo, falta ao modelo da VW a opção do stop/start, um dos principais responsáveis pelo ótimo consumo do Argo (média PECO de 11,4 km/l). Sem o mesmo recurso, o Polo vai pior: média PECO de 10,2 km/l, sendo 11,6 km/l na rodovia e 9,0 km/l na cidade.

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