Nissan passa a fabricar o Kicks no Brasil e lança versão de entrada com câmbio manual. O motor permanece o mesmo do modelo importado

Em julho de 2016, a Nissan passou a comercializar no Brasil, importado do México, o Kicks. A primeira investida veio com segundas intenções, ou seja, produzir o modelo na fábrica de Resende/RJ. Enquanto a linha de montagem era preparada, o utilitário conquistou os consumidores nacionais, tanto que é o veículo mais vendido da marca atualmente. Em abril do ano passado, a empresa iniciou a produção nacional e ampliou a gama de versões, inclusive incluiu no mix de produtos uma opção de câmbio manual de cinco marchas.

Com preço inicial de R$ 72.990, a versão S tem o mesmo motor dos mexicanos de câmbio automático CVT: HR16DE 1.6 16 válvulas com abertura continuamente variável (CVVTCS) de segunda geração. Entrega potência de 114 cv a 5.600 rpm e torque de 15,5 kgfm a 4.000 rpm, abastecido com etanol ou gasolina. Da mesma família que a fabricante utiliza no March e Versa, o coletor evoluiu. Utiliza Flex Start System (FSS), o qual aquece o combustível no caso de partida a frio, e elimina o tanque auxiliar de gasolina.

No interior, algumas diferenças entre as versões intermediárias e topo de linha. O painel de instrumentos é analógico, as informações do consumo de combustível e hodômetro aparecem num display digital colocado ao centro. O sistema de som possui rádio AM/FM, entrada para MP3 player, conector USB e Bluetooth para conectar telefones celulares e smartphones. Bancos em tecido de boa ergonomia, ar-condicionado analógico e comandos do sistema de som no volante são alguns itens que deixaram o carro confortável. A distância entre eixos de 2,61 m proporciona bom espaço aos ocupantes do banco traseiro.

No compartimento de bagagens, a capacidade é de 432 litros (sem rebater os encostos traseiros), suficiente para transportar as compras do supermercado, carrinho de bebê, entre outros itens. Nas ruas e avenidas de São Paulo, o Kicks mostrou ser um carro bem ajustado. O acerto de suspensão condiz com um veículo deste porte. Com ângulo de ataque de 20°, ângulo de saída de 28° e altura livre do solo de 20 cm, ultrapassa valetas e lombadas sem incomodar os ocupantes. O motor 1,6 litro oferece arranque lento, mas desenvolve velocidade facilmente. As trocas das marchas são macias e precisas.

Nos testes da Revista CARRO realizados em pista, ele acelera de 0 a 100 km/h em 11s61, boa marca para um utilitário compacto, e necessita de 42,79 m para frear na mesma velocidade. Abastecido com etanol, o Kicks de câmbio manual faz média PECO (Programa Nacional de Economia de Combustível) de 7,6 km/l na cidade. Em situação de rodovia consome 11,2 km/l e no uso misto chega a 9,2 km/l. Quem gosta de trocar as marchas manualmente e quer um SUV vai ter as necessidades atendidas com o Nissan Kicks.

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