Monovolume resgata equipamentos abolidos na mudança de geração e estreia controles de tração e estabilidade

No ambiente organizacional, o ciclo PDCA é uma ferramenta de gestão utilizada para controlar e melhorar os processos de forma contínua. No Japão, a filosofia Kaizen é similar ao PDCA e tem basicamente o mesmo objetivo. De forma bastante simplificada, ela permite a redução de custos e o aumento de produtividade nas empresas.

A terceira geração do Honda Fit é a síntese dessas duas metodologias: para enxugar os custos, a Honda cortou itens que equipavam o Fit de segunda geração na estreia do novo modelo, como ar-condicionado digital, limpadores de para-brisa do tipo flat-blade e aletas para trocas de marcha atrás do volante. Na linha 2018, porém, o monovolume resgata esses componentes e estreia itens inéditos na gama desde o lançamento no Brasil, em 2003.

O Fit passa a ser equipado de série em todas as versões com controles de estabilidade e tração, assistente de partida em rampas e sistema que aciona automaticamente o pisca alerta após frenagens de emergência.

O visual externo segue as linhas do Fit reestilizado vendido nos Estados Unidos. O para-choque dianteiro tem nichos dos faróis de neblina mais largos e a nova grade frontal ganhou frisos cromados na base e no topo.

Os faróis da versão EXL são exclusivos para o Brasil e têm luzes de condução diurna, fachos alto e baixo em LED – ao contrário do Civic Touring, as luzes de seta são halógenas. Por isso, eles não podem ser considerados do tipo full LED. Na traseira, o para-choque tem recortes mais horizontais e cresceu 80 milímetros em comprimento. Isso deve ajudar a sanar um problema bastante conhecido entre os proprietários de Fit: os amassados na tampa do porta-malas decorrentes de colisões contra postes ou outros obstáculos a baixas velocidades.

As lanternas têm nova disposição de luzes com guias em LED e o prolongamento vertical ao lado do vidro agora é iluminado. As rodas de 16 polegadas das versões EX e EXL continuam com o mesmo desenho e ganharam apenas um novo acabamento escurecido. Apesar dos novos equipamentos, a redução de custos ainda aparece em detalhes como os freios traseiros a tambor (eram a disco na segunda geração) e o cofre do motor sem pintura.

Mecânica conhecida

O Fit 2018 manteve o mesmo conjunto mecânico da linha anterior. O motor 1.5 flex produz 115/116 cv com gasolina e etanol, respectivamente. O torque é de 15,2/15,3 kgfm, na mesma ordem de combustíveis. O câmbio CVT agora simula sete marchas e conta com aletas para mudanças atrás do volante nas versões de topo.

Na pista de testes, o Fitacelerou de 0 a 100 km/h em 10s95. A média de consumo de etanol foi de 9,6 km/l – exatamente a mesma marca registrada no teste de estreia da terceira geração do Fit, há três anos. Não houve nenhum tipo de modificação na suspensão, que tem acerto rígido e transmite à cabine qualquer imperfeição do asfalto. Essa característica é ressaltada na configuração avaliada, que traz pneus de perfil baixo (185/55 R16). A despeito dos discos apenas na dianteira, o Fit estancou em bons 40,6 metros no ensaio de frenagem de 100 a 0 km/h.

A única mudança mecânica é o novo sistema de direção com assistência elétrica, que agora possui escovas. De acordo com a Honda, essa solução deixa a direção mais comunicativa e sensível. Ao volante, é possível perceber que ela ficou um pouco mais direta e firme em altas velocidades, sem deixar de ser bastante leve em manobras.

O interior ganhou apoio de braço com porta-objetos integrado entre os bancos e vidros elétricos com acionamento do tipo um toque para motorista e passageiro da frente. O ar-condicionado é digital automático e os retrovisores possuem rebatimento elétrico.

A central multimídia com tela sensível ao toque de 7 polegadas é nova e conta com GPS integrado e compatibilidade com sistemas Apple CarPlay e Android Auto. A câmera de ré possui três modos de visualização, mas as linhas de auxílio não se movem ao esterçar o volante. Os dois tweeters do sistema de som que haviam sido removidos na mudança de geração estão de volta ao Fit topo de linha.

Um ponto que deveria ser revisto pela Honda é o isolamento acústico. O ruído do motor invade a cabine além do desejável nas acelerações, característica que fica mais evidente devido ao comportamento típico do câmbio CVT de manter a rotação alta quando o motorista precisa de potência máxima.

O Honda Fit 2018 chega ao mercado em cinco versões ao todo: DX, LX, EX e EXL, além da inédita Personal, com foco no mercado de venda direta para público PCD. A mais básica parte de R$ 57.800 e é a única que traz câmbio manual de cinco marchas. A EXL testada é vendida por R$ 80.900 – a pintura metálica adiciona R$ 990 à conta.

> Confira os números do teste de pista do Honda Fit 2018:

 

 

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