O Fiat Cronos Precision 1.8 manual oferece uma boa sensação. Indicado para os consumidores que não querem câmbio automático. 

Será que vale a pena comprar um sedã manual? Assim como um carro de duas portas, eles costumam sofrer na hora da revenda. Caso você não queira o câmbio automático, o Fiat Cronos Precision 1.8 custa R$ 62.990. Ou seja, nesta faixa de preço estão Volkswagen Virtus 1.6 MSI (R$ 59.990), Honda City DX 1.5 (R$ 60.900) e Chevrolet Cobalt LTZ 1.8 (R$ 66.990). Completo, o Fiat vai a R$ 73.730. Ele não só invade a Precision automática com airbags laterais (R$ 72.590) – de série no VW – , como é mais caro que o Virtus Comfortline 200 TSI (R$ 73.490) dotado de motor 1.0 turbo de 128/115 cv (E/G) e câmbio automático de seis marchas.

Feito sobre a base MP-S, uma variação da MP1 do Argo, o Cronos tem 36,6 cm a mais no comprimento e os mesmos 2,521 m de entre-eixos do irmão hatch. Essa medida é inferior ao dos rivais Virtus (2,651 mm), City (2,600 mm) e Cobalt (2,620 mm). Mesmo assim, quem viaja atrás até dispõe de bom espaço para os joelhos/pernas. No banco traseiro há o Isofix para fixação de cadeirinhas infantis. O porta-malas de 525 litros é maior que do Virtus (521) e inferior ao de City (536) e Cobalt (563).

Os plásticos texturizados do acabamento interno exibem atenção aos detalhes e as espumas dos bancos têm densidade macia. O assento curto cansa a região das pernas em trajetos longos, enquanto as abas laterais dos encostos poderiam ser mais pronunciadas para melhor acomodar o corpo. Os retrovisores generosos ajudam na visibilidade. A central multimídia tem tela flutuante e tátil de 7” com Android Auto/Apple CarPlay. Faltou o controlador de velocidade. Outro detalhe está na ausência da cobertura do espelho de cortesia do lado do carona.

O motor 1.8 entrega reações de acordo com a proposta. Comparado ao 1.3 Firefly é mais ruidoso e, segundo nossas medições, o Cronos 1.8 acelerou de 0-100 km/h em 10s14 e foi mais rápido que Cobalt LTZ e Virtus MSI com 10s40 e 10s85, na ordem. A retomada do Fiat de 40-100 km/h ocorreu em 9s99, enquanto Cobalt (9s64) e Virtus (11s56). No Cronos, incomodam os engates da primeira e o da quinta marcha não tão precisos quanto os do Volkswagen e do Chevrolet.

Esse conjunto permite ao Cronos rodar na estrada a 120 km/h em última marcha com o conta-giros em 3.000 rpm. O isolamento acústico poderia ser melhor. Foram 69,8 dB aferidos contra 67,2 dB (Cobalt) e 66,2 dB (Virtus). As suspensões privilegiam o bem-estar, porém, é possível escutar o trabalho do conjunto ao passar por irregularidades. Dependendo do tipo de asfalto ainda são sentidas pancadas secas vindas do eixo traseiro. Fora isso, não descuida da boa dinâmica em curvas.

Já na cidade, o start-stop poupa combustível ao desligar o motor durante breve paradas, como nos semáforos. E o pedal de embreagem macio contribui no conforto nos congestionamentos. Será que o Cronos se destacará em meio à concorrência? Atributos ele tem. Essas vão ser as cenas dos próximos capítulos.

*Texto publicado originalmente na edição 296 (junho/2018)da Revista CARRO

> Confira a tabela completa com os números de teste em pista:

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